Pita Taufatofua: ‘besuntado de Tonga’ já arrecadou R$ 1,8 milhão em doações para o país

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Atleta olímpico, que está sem informações do pai, criou campanha na internet. Erupção de vulcão causou rastro de destruição em Tonga, mortos até no Peru e tsunami que atingiu até o Alasca. Pita Taufatofua, o ‘besuntado de Tonga’, comemora o envio de ajuda ao seu país após a erupção de um vulcão submarino que causou um rastro de destruição no sábado (15)
Reprodução/Twitter
Pita Taufatofua, atleta olímpico que é mais conhecido como “besuntado de Tonga”, já arrecadou mais de 450 mil dólares australianos (mais de R$ 1,8 milhão) em doações para o seu país, um pequeno reino insular no meio do Oceano Pacífico que foi devastado por um vulcão no sábado (15).
Taufatofua, que competiu nos Jogos Olímpicos do Rio e de Tóquio e nos Jogos de Inverno de 2018, é embaixador do Unicef (Fundo para Crianças das Nações Unidas) para o Pacífico e está sem notícias do pai desde a erupção.
Ele tem publicado fotos e informações sobre a destruição causada pela erupção em suas redes sociais e criou uma campanha para arrecadar dinheiro.
Em uma das imagens, o embaixador do Unicef que comemora o envio de ajuda ao seu país: “Feliz em dizer que esta manhã fomos capazes de obter a primeira carga de suprimentos necessários” (veja na imagem acima).
Malia Paseka e Pita Taufatofua, o ‘besuntado de Tonga’, levam a bandeira do país durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, em 2021
Stefan Wermuth/Reuters
A erupção do vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha’Apai causou um rastro de destruição não só em Tonga, com mortes no país e até no Peru, do outro lado do Pacífico, e um tsunami que gerou alerta do Japão aos Estados Unidos e atingiu até o Alasca.
“Estou torcendo e rezando para que meu pai esteja bem”, disse Taufatofua, que está em Brisbane, na Austrália, à agência de notícias France Presse. A conexão telefônica de Tonga foi reestabelecida nesta quarta-feira (19), mas o país deve ficar sem conexão com internet por um mês.
Tonga é um arquipélago na Oceania que tem cerca de 100 mil habitantes e é formado por 176 ilhas no Pacífico Sul (veja no mapa abaixo). A principal ilha é Tongatapu, onde fica a capital Nuku’alofa, que tem cerca de 23 mil habitantes.
Mapa identifica área de erupção de vulcão submarino em Tonga
Mundo/g1
O atleta disse que seu pai viajou para Tongatapu dias antes da erupção do vulcão. “Ele tinha acabado de ser nomeado governador de Ha’Apai, então teve que retornar a Tongatapu para a abertura do Parlamento”.
Ele disse que a enorme nuvem de cinzas causada pelo vulcão impediu o retorno de seu pai a Ha’Apai e ele estava protegendo a casa à beira-mar da família em Tongatapu quando o tsunami ocorreu.
Veja no vídeo abaixo imagens que mostram a destruição causada em Tonga pela erupção:
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Tentativa de recuperação
Tonga tenta acelerar nesta quarta seus esforços para limpar as cinzas de seu principal aeroporto, a fim de permitir a chegada de ajuda humanitária ao país, que passou por um “desastre sem precedentes” após uma poderosa erupção vulcânica no sábado.
A erupção do vulcão Hunga Tonga Hunga Ha’apai expeliu uma nuvem de fumaça de 30 quilômetros de altura, capturada por satélites, lançando cinzas, gás e chuva ácida sobre grandes áreas do Pacífico.
Também provocou um tsunami que atingiu a costa de Estados Unidos, Japão e Chile.
Em Tonga, a subida do nível do mar atingiu “até 15 metros”, informou o governo deste país em um comunicado.
Pelo menos três pessoas morreram, e várias ficaram feridas, acrescentou o governo, chamando o fenômeno de “desastre sem precedentes”.
O balanço dos danos é dificultado pela queda nas comunicações internacionais após o rompimento de um cabo submarino, cuja reparação pode demorar pelo menos quatro semanas.
Austrália e Nova Zelândia têm aviões militares prontos para enviar suprimentos de emergência para o arquipélago. Ainda não podem voar, porém, devido ao acúmulo de cinzas vulcânicas na ilha principal que pode colocar as aeronaves em risco.
Uma camada de 5 a 10 centímetros de cinzas se acumulou na pista do aeroporto da ilha principal de Tongatapu, informou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), que está confiante de que poderá ser limpo em breve.
“Pensávamos que estaria operacional ontem, mas não foi completamente limpo, porque mais cinzas estão caindo”, declarou Jonathan Veitch, coordenador das Nações Unidas para esta crise.
“Eles estão limpando a um ritmo de 100-200 metros por dia. Isso significa que devem terminar hoje”, quarta-feira, acrescentou.
Um navio australiano com ajuda de emergência deve partir em breve para as ilhas, embora a viagem seja de cinco dias no mar. Dois navios neozelandeses partiram na terça-feira com equipes de resgate e suprimentos de água e devem chegar em dois dias.
Tonga foi praticamente isolada do mundo desde a erupção e depende de telefones via satélite para se comunicar com o mundo exterior. A situação pode continuar assim por pelo menos um mês.
“A empresa de cabos americana SubCom diz que levará pelo menos quatro semanas para reparar o cabo de conexão de Tonga”, informou o Ministério das Relações Exteriores da Nova Zelândia em um comunicado.
Em Tonga, o governo disse que um vilarejo na Ilha Mango foi completamente arrasado pela onda gerada pela erupção. Outros têm apenas algumas casas de pé.
Em seu comunicado, as autoridades informam sobre o envio de equipes de resgate para retirar os habitantes das áreas mais afetadas, bem como navios do Exército com profissionais de saúde e suprimentos de água, alimentos e barracas.
A atividade do vulcão teve repercussões em todo Pacífico. As ondas anormais causaram um derramamento de óleo no Peru, com uma mancha de pelo menos 18 mil metros quadrados que afeta praias, áreas protegidas e fauna marinha na província de Callao.
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Fonte: G1 Mundo