Pessoas também não poderão entrar em restaurantes a partir desta segunda. Na semana passada, governo tornou obrigatória a imunização para os maiores de 50 anos. Pessoa apresenta “passaporte” da Covid-19 antes de embarcar em trem na principal estação ferroviária de Roma, na Itália, em 10 de janeiro de 2022
Guglielmo Mangiapane/Reuters
O governo da Itália introduziu novas restrições para as pessoas que não estão vacinadas contra a Covid-19, e a partir desta segunda-feira (10) elas não poderão entrar em restaurantes nem viajar de avião dentro do país.
Na semana passada, o governo já havia tornado obrigatória a vacinação para as pessoas maiores de 50 anos.
As restrições para os não vacinados foram adotadas devido ao aumento dos contágios (inclusive entre crianças). Mas as pessoas que se recuperaram recentemente de uma infecção pelo vírus estão isentas das medidas.
O governo também manteve a reabertura das escolas nesta segunda, apesar do pedido dos diretores das escolas e do sindicato de médicos para que a volta às aulas fosse adiada em pelo menos 15 dias.
O virologista Massimo Galli, do Hospital Sacco de Milão, classificou a abertura das escolas como uma decisão “imprudente e injustificada”. Walter Ricciardi, especialista em saúde pública, classificou a situação como “explosiva”.
Covid-19 na Itália
Primeiro país europeu a ser duramente afetado pelo coronavírus, no início de 2020, a Itália já registrou 7,55 milhões de casos e 139 mil mortes causadas pela Covid-19.
Foram 101.762 novos infectados nesta segunda (10), contra 155.659 no domingo (9), segundo o Ministério da Saúde. O número de mortes aumentou de 157 para 227.
Mais de 86% da população com mais de 12 anos foi vacinada e cerca de 15% das crianças de 5 a 11 anos receberam a primeira dose até o momento.
As máscaras PFF2 são obrigatórias em teatros, cinemas, estádios esportivos e em todos os meios de transporte público.
Fonte: G1 Mundo
