Caso de motorista que recebeu R$ 131 milhões por engano completa três anos e se arrasta na Justiça

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Motorista que recebeu R$ 131 milhões por engano espera há 1 ano por indenização
Há três anos, Antônio Pereira do Nascimento recebeu R$ 131.870.227 em sua conta bancária. A transferência foi feita por engano pelo banco, deixando o motorista “milionário por um dia”. Logo após perceber o erro, ele procurou a instituição e devolveu o valor.
Antônio entrou com pedido de direito à recompensa e indenização por danos morais em julho de 2024. Desde então, o caso segue aguardando julgamento. O g1 pediu posicionamento sobre o caso ao Tribunal de Justiça do Tocantins, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
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A transferência foi feita em junho de 2023. Na conta corrente, o motorista tinha R$ 227, mas, ao acessar a conta bancária, foi surpreendido com o valor milionário e avisou o banco sobre o erro. Antônio é pai de quatro filhos e avô de 14 netos. Na época, ele contou ao g1 que nunca pensou em ficar com o dinheiro.
“Não consigo nunca na minha vida, só se ganhar na Mega-Sena, e jogar eu não jogo. Então é difícil. Não pensei um segundo em fazer maldade, eu sou uma pessoa muito honesta, só quero o que é meu”.
O caso chamou atenção e, em agosto de 2023, o motorista foi convidado para contar a própria história no programa Domingão, apresentado por Luciano Hulk.
Antônio Pereira ficou milionário por sete horas
Reprodução/TV Anhanguera
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Caso foi parar na Justiça
Antônio entrou na Justiça para pedir o direito de recompensa em julho de 2024. Também foi solicitada R$ 150 mil de indenização por danos morais. No processo, a defesa do motorista afirmou que ele teria sofrido ‘pressão psicológica’ do gerente da agência para que devolvesse o dinheiro e insinuou que “pessoas” estariam na porta da casa do motorista para aguardar a devolução do valor.
Por causa da repercussão, a defesa também informou que Antônio sofreu assédio da imprensa e que toda a situação gerou ‘abalos emocionais e constrangimentos’.
Em março de 2026, a Justiça decidiu não ouvir as testemunhas solicitadas pela defesa do banco e do motorista, pois entendeu que não há necessidade, pois a discussão central da demanda consiste em verificar a ocorrência da transferência indevida, sua restituição ao banco e a eventual incidência.
Homem recebeu quase R$ 132 milhões por engano
Reprodução/TV Anhanguera
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Fonte: G1 Tocantins