Aposentada que aguarda há três anos por cirurgia tem procedimento adiado após problemas com materiais no HGP

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Cirurgia é suspensa no HGP por falha em materiais
Célia Barbosa Carvalho teve a cirurgia adiada após a equipe médica do Hospital Geral de Palmas identificar que o material que seria usado no procedimento estava molhado. Para não correr o risco de infecção, médico responsável suspendeu a cirurgia. A aposentada foi diagnosticada com necrose avascular da cabeça do fêmur bilateral, condição que gera falta de sangue no tecido ósseo, dores nos quadris e limita os movimentos.
“Dei entrada às 6h. Quando chegou lá, eles falaram que seria às 8h [a cirurgia]. O anestesista veio, só que, antes dele aplicar a anestesia, foram abertas as maletas que têm os instrumentos para ser feita a cirurgia, só que eles estavam molhados. Devido a isso, o médico, por cautela, achou por bem não fazer. Porque, se ele fosse fazer, eu correria risco de infecção e até mesmo perder a prótese”, explicou em entrevista à TV Anhanguera.
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Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde lamentou o ocorrido e informou que a cirurgia será remarcada para a próxima semana. Segundo o estado, durante a conferência do material, foi identificado que faltavam alguns instrumentos necessários para a cirurgia (veja nota completa abaixo).
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Célia Barbosa aguarda há três anos por cirurgia para colocar prótese no quadril
Reprodução/TV Anhanguera
Célia Barbosa conseguiu marcar a cirurgia para o dia 19 de abril de 2026 após uma decisão na Justiça. O procedimento que seria realizado no último domingo era para colocar uma prótese no quadril. Segundo a família, a aposentada tem que passar por duas cirurgias, uma no quadril direito e outra no esquerdo.
“Em nenhum momento eu defiro a responsabilidade ao médico porque eu senti a preocupação dele em não prosseguir. Mas eu me pergunto: quem está responsável por isso? E isso vai acontecer quantas vezes? Aconteceu comigo hoje e com quantas pessoas já aconteceu? E posteriormente vai continuar acontecendo?”, contou.
Para o filho Luiz Antônio Carvalho, que acompanhou a mãe, toda a situação causa revolta. Devido ao tempo que Célia esperou para fazer a cirurgia, a família espera que o procedimento realmente seja remarcado e realizado.
“A gente se sente até um pouco impotente por não poder fazer algo por uma pessoa que a gente ama. E que já está há muito tempo buscando fazer essa cirurgia. Já são mais de três anos aguardando e ainda não tivemos a concretização, porque promessas a gente tem. Já foi marcada uma vez, marcou novamente e acabou não fazendo. Disseram que vão marcar outra vez, mas ainda não tivemos o retorno. A gente precisa que seja realmente feito de forma segura”.
Íntegra da nota da Secretaria de Saúde
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) lamenta o ocorrido com a paciente. A Pasta informa que a cirurgia será remarcada até a próxima semana.
A SES reforça que a paciente ainda não havia iniciado o procedimento cirúrgico. Durante a conferência do checklist do material instrumental, verificou-se a ausência de alguns instrumentos necessários para a cirurgia.
A Pasta explica ainda que a situação foi esclarecida com os familiares da paciente.
A Secretaria também reforça que o checklist de cirurgia segura é uma ferramenta de verificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), utilizada para reduzir erros, infecções e complicações em procedimentos cirúrgicos. Dividido em três etapas (entrada, timeout e saída), ele confirma a identidade do paciente, o procedimento, o local da cirurgia e os materiais antes da incisão.
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Fonte: G1 Tocantins