FBI quer que atletas usem celulares ‘descartáveis’ nas Olimpíadas de Inverno; entenda

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Polícia Federal dos Estados Unidos teme ameaças cibernéticas e invasões aos aparelhos. Parque de Pequim com placa dos Jogos Olímpicos de inverno
Noel Celis / AFP
O FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, pediu a todos os atletas do país que forem às Olimpíadas e Paralimpíadas de Inverno em Pequim, na China, que deixem seus celulares pessoais em casa e levem um telefone “temporário” para os Jogos, que começam oficialmente em 4 de fevereiro.
Em um comunicado divulgado na última segunda-feira (31), o órgão disse não estar ciente de nenhuma ameaça cibernética específica durante as Olimpíadas, mas que “encoraja os parceiros a permanecerem vigilantes e manter as melhores práticas nos ambientes digitais”.
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“O download e uso de aplicativos, incluindo aqueles exigidos para participar ou permanecer no país, podem aumentar as oportunidades de roubo de informações pessoais, ferramentas de monitoramento ou malware”, segundo o FBI.
Em meados de janeiro, laboratório interdisciplinar Citizen Lab, da Universidade de Toronto, apontou falhas de segurança do app dos Jogos de Pequim.
Para justificar a recomendação, a agência apontou que as Olimpíadas de Tóquio 2020 sofreram 450 milhões de tentativas de ataques cibernéticos, de acordo com dados da NTT Corporation, provedora de serviços oficiais dos Jogos.
O pedido do FBI acontece em meio a diversas desconfianças entre os países relacionados à segurança cibernética – as empresas chinesas de equipamentos de telecomunicações Huawei e ZTE foram banidas dos EUA durante a administração de Donald Trump e permanecem com esse status no governo de Joe Biden.
Os EUA também anunciaram um boicote diplomático aos Jogos de Inverno em Pequim. Os atletas americanos irão competir, mas o país não enviará uma delegação oficial diplomática.
O governo chinês condenou essa decisão do presidente Joe Biden, dizendo que as Olimpíadas não deveriam ser “um palco para shows políticos” e alertando para “contramedidas resolutas”.

Fonte: G1 Mundo