Justiça do Brasil deve ouvir Danilo por videoconferência em julgamento de assassinato cometido no TO em 2017

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Danilo foi capturado após passar 14 dias foragido nos Estados Unidos. A primeira audiência sobre o crime em Figueirópolis está marcada para outubro. Danilo Cavalcante é levado de distrito policial de Avondale, na Pensilvânia, em 13 de setembro de 2023
Matt Rourke/AP
Danilo Cavalcante, brasileiro condenado a prisão perpétua que ficou 14 dias foragido nos EUA após fugir da prisão, deve ser julgado pelo assassinato de Valter Júnior Moreira dos Reis que aconteceu em 2017, no Tocantins. A primeira audiência do caso está marcada para o dia 11 de outubro. De acordo com o Tribunal de Justiça do estado, nada muda no processo após a prisão do brasileiro e ele pode ser ouvido por videoconferência.
Danilo foi capturado pela polícia da Pensivânia (EUA) na manhã desta quarta-feira (13). Ele estava preso nos EUA após ser condenado à prisão perpétua pela morte da ex-namorada, Débora Evangelista Brandão, de 34 anos. O crime aconteceu na cidade de Phoenixville, em abril de 2021.
Antes de ir para o Estados Unidos, Danilo era investigado pela morte de Valter Júnior Moreira dos Reis, de 20 anos. O crime aconteceu no dia 5 de novembro de 2017, em Fiqueirópolis, cidade a 229 km da capital Palmas. A vítima era amigo de Danilo. Ele foi morto a tiros em uma lanchonete da cidade, por causa de uma dívida do conserto de um carro.
De acordo com o Tribunal de Justiça a audiê prevê ouvir sete testemunhas de acusação e aguarda que a Defensoria, responsável pela defesa de Danilo, apresente outras testemunhas e o depoimento do réu. O g1 questinou a Defensoria Pública do Tocantins para saber quando será solicitada a participação de Danilo virtualmente na audiência e aguarda o retorno.
veja como foi a captura do brasileiro
As últimas horas da megaoperação da polícia da Pensilvânia para capturar Danilo Cavalcante foram repletas de elementos inusitados. Cavalcante estava foragido desde 31 de agosto, quando conseguiu escapar da prisão escalando paredes.
Condenado à prisão perpétua por matar a ex-namorada, o brasileiro Danilo Cavalcante fugiu escalando as paredes
Montagem/g1
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Crime em Figueirópolis
Danilo Sousa (à esq.) e Valter Júnior (à dir.)
Foto: Chester County Government e Arquivo Pessoal
De acordo com as investigações, Danilo chegou a fazer cinco disparos, pegou o celular de Valter e fugir do local em um carro. Ele é acusado por homicídio duplamente qualificado. A prisão preventiva chegou a ser decretada, mas o paradeiro de Danilo só foi descoberto quando ele foi preso nos Estado Unidos, em 2021.
Em 2018, o autor do crime conseguiu fugir para os EUA porque na época a Justiça do Tocantins não comunicou a decisão no Banco Nacional de Mandados. Ação foi realizada sete meses depois. Segundo o Tribunal de Justiça, o sistema utilizado em âmbito nacional, só foi oficializado em abril do mesmo ano.
Família de Valter
A família de Valter comemorou a prisão de Danilo Sousa Cavalcante. “Graças a Deus. E não vai sair mais. Esperamos que ele pague pelo que ele fez e que ele fique até cumprir a pena dele e que a segurança da penitenciária que ele conseguiu fugir fique mais forte, de olho para que ele não consiga fugir mais”, comentou Daiane Moreira dos Reis, irmã de Valter Júnior.
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De acordo com a irmã da vítima, muitas pessoas estavam no local onde o crime aconteceu porque havia uma festa na cidade. Ela também falou que a perda abalou toda a família e que sente falta da presença do irmão.
“Foi uma noite assustadora. Ele esta no barzinho tranquilo e quando voltei já estava morto. Estava de boa, tomando refrigerante com os amigos dele. Ele me disse ‘vou tomar esse refrigerante aqui e vou ficar com a minha mãe’ e eu disse ‘então, tá bom’ (sic). Quando cheguei em casa só ouvi os tiros”, disse Daiane. Segundo ela, a casa da mãe fica bem perto do local onde o irmão foi assassinado.
Valter trabalhava em uma loja de materiais de construção da cidade, segundo Daiane, todo mundo gostava dele no local. A família não tem dúvidas que o autor dos disparos que mataram a vítima é Danilo, até porque muitas pessoas o viram saindo correndo da cena do crime.
“Minha mãe ficou acabada. Depois que o filho dela morreu, nunca foi a mesma. Chora demais, ficou diferente. Acabou com a nossa família. Meu pai também nunca mais foi o mesmo. Ficou muito assim… aéreo. Ainda dói, né”, lamentou a irmã.
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Fonte: G1 Tocantins