Evento termina neste sábado (20). Feira é uma das principais de tecnologia agrícola no Brasil. Termina hoje, em Palmas, umas das maiores feiras de tecnologia para o agronegócio
Uma das maiores feiras de tecnologia destinadas ao agronegócio no Brasil chega ao fim neste sábado (20). Em cinco dias de feira, a Agrotins mostrou muitas inovações para melhorar a produtividade no campo. Com mais de 800 expositores, o evento mostrou novidades tecnológicas que ajudam a vida dos agricultores.
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A internet é a principal aliada nesse processo. Por meio de programas específicos, é possível acompanhar o que acontece na lavoura sem precisar sair de uma sala de computadores. A partir de um software, é possível identificar problemas no equipamento e até fazer reparos. “Eu acho que um grande desafio brasileiro de infraestrutura é conectividade. A gente dar mais Acessibilidade ao campo para a gente ter a maior disponibilidade de equipamentos”, aponta o presidente de uma empresa expositora, José Augusto Araújo.
Tecnologia digital é a principal atração da Agrotins
Reprodução/TV Globo
Outra inovação é o uso dos drones, não só para a visualização e mapeamento da plantação, mas também para aplicar inseticidas e defensivos agrícolas, que auxiliam no controle de insetos e pragas. O aparelho deixa o serviço mais barato e realiza o procedimento de maneira mais precisa. “Ele vai conseguir ter mais eficiência na pulverização da agricultura ou da lavoura dele trazendo ali uma redução de custos, fazendo a diminuição no gasto ali do produto dele, do herbicida ou do inseticida que ele vai adicionar ali na lavoura”, explica o expositor Gleison Silva.
Drones ajudam na aplicação de defensivos agrícolas em propriedades rurais
Reprodução/TV Globo
A conexão incentivada na Agrotins vai além dos aparelhos tecnológicos. O conhecimento também marca a importância da feira. Afinal, é uma oportunidade para trocar experiências e aprofundar as pesquisas.
É o caso do pesquisador da Embrapa na Bahia, Joselito Motta. Ele desenvolveu tapiocas coloridas que são hidratadas com polpa de frutas ou extrato de hortaliças para incluir nas merendas escolares. “Ao coloca a polpa da fruta ou o extrato da hortaliça, você agrega a cor, o cheiro, o sabor e o valor nutritivo. Então essa é a riqueza das tapiocas coloridas”, explica o engenheiro agrônomo.
Tapiocas coloridas são formas lúdicas e nutritivas que ajudam nas merendas escolares
Reprodução/TV Globo
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A educação se faz presente não só com as pesquisas, mas também com a informação mediada pela tecnologia. Os visitantes podem viajar sem sair do lugar com óculos de realidade virtual. A estudante Mariana Félix fez um passeio virtual pela Amazônia. “Teve uma indígena também que explica a importância da floresta, a importância pro povo dela também. Deu para ver várias imagens aéreas da Amazônia”, conta.
A gerente de produtos tecnológicos Ana Sixel também viajou para longe. “Tem uma sensação de que você vai cair, de que você vai nadar. De que você está imerso ali nessa experiência da Amazônia. O áudio faz você desligar 100% do mundo real”, relata.
Óculos de realidade virtual leva visitantes para a Amazônia
Reprodução/TV Globo
A realidade virtual também ajuda na informação de procedimentos de práticas agrícolas. Com eles, o público pode aprender sobre práticas agrícolas, como o queijo. “Aprendi a higienização, a embalação do queijo e a maneira correta de preparar ele. As vasilhas têm que estar sempre bem higienizadas”, comenta a agricultora Maria de Fátima Pereira.
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Fonte: G1 Tocantins
