Casos de chikungunya aumentam 600% em Araguaína e início das chuvas liga o alerta de combate ao Aedes aegypti

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Número saltou de 17 em 2021 para 124 neste ano. Mais de 1,3 mil pessoas foram diagnosticadas com dengue, que subiu 44% em 2022, segundo o Município. Casos de dengue aumentam quase 300% em Araguaína
Marcos Sandes/Prefeitura de Araguaína
Entre janeiro e setembro deste ano, os diagnósticos de chikungunya em Araguaína, norte do estado, tiveram um aumento de cerca de 600% em comparação com o mesmo período ano passado. O número saltou de 17 para 124. Por isso, a Saúde Municipal pede que a população não deixe de lado os cuidados de combate aos focos do mosquito Aedes aegypti.
Os casos confirmados de dengue também aumentaram na cidade. São 1.309 casos de dengue neste ano e em 2021, 907 pessoas tiveram a doença, um aumento de 44%, segundo a Semus de Araguaína.
Em todo o estado, 18.630 mil pessoas foram diagnosticadas com dengue no Tocantins neste ano. O número é 547% maior que no mesmo período de 2021, quando 2.878 tiveram a doença.
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O período de chuvas é considerado o mais crítico, pois os focos de água parada se formam com mais facilidade e viram criadouros para o mosquito transmissor das doenças.
Conforme a Semus, para que isso não ocorra, os cuidados devem começar dentro de casa com atitudes simples, como tampar caixas d’água, utilizar areia nos vasos de plantas, manter o quintal limpo, retirar água dos pneus, evitar deixar objetos descobertos para não acumular água.
A pasta também alerta que neste ano, doenças que possuem baixa incidência, como a zika, voltaram a circular na cidade. A doença também é transmitida pelo Aedes. “Pedimos a colaboração dos moradores para que recebam a visita dos agentes de combate à endemias, e que mantenham seus quintais limpos”, reforçou a médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) Mariana Parente.
Sintomas das doenças
Tanto a dengue, chikungunya e a zika apresentam sintomas como dor de cabeça, febre, dores nas articulações ou manchas vermelhas na pele.
A dengue oferece mais risco e também pode causar fadiga e náuseas. Se evoluir para a forma mais grave, provoca dor abdominal intensa, vômito persistente e hemorragia interna em órgãos e tecidos. Nesse estágio pode até levar o paciente à morte.
Neste ano, sete pessoas morreram em decorrência da dengue nas cidades de Carmolândia, Dois Irmãos, Dueré, Gurupi, Pedro Afonso, Recursolândia e Tocantinópolis. Por isso os órgãos de saúde alertam para o combate aos focos do mosquito transmissor das doenças.
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Fonte: G1 Tocantins