Ronaldo Dimas, candidato ao governo do Tocantins, é entrevistado na TV Anhanguera

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Dimas foi o quarto candidato a participar da série de entrevistas que está sendo realizada pelo Jornal Anhanguera 1ª Edição. Ronaldo Dimas, candidato ao governo do Tocantins, foi entrevistado no JA1
Ronaldo Dimas (PL) foi entrevistado ao vivo durante o Jornal Anhanguera 1ª Edição desta quarta-feira (14). Ele foi o terceiro candidato ao governo do Tocantins a participar da série de entrevistas que está sendo realizada pela TV Anhanguera nesta semana.
As entrevistas ao vivo serão realizadas entre os dias 12 e 16 de setembro, com os cinco candidatos mais bem colocados na última pesquisa ao governo divulgada pela emissora. O tempo de cada entrevista será de 15 minutos. Veja o cronograma:
12/09 – Karol Chaves (PSOL) – Veja como foi a entrevista.
13/09 – Paulo Mourão (PT) – Veja como foi a entrevista.
14/09 – Ronaldo Dimas (PL)
15/09 – Wanderlei Barbosa (Republicanos)
16/09 – Irajá (PSD)
Entrevista Ronaldo Dimas
JA1 entrevista Ronaldo Dimas, candidato ao governo do Tocantins
Reprodução/TV Anhanguera
Ronaldo Dimas Nogueira Pereira tem 61 anos, é engenheiro civil e empresário. Ele foi prefeito de Araguaína por dois mandatos entre 2013 e 2020. Também atuou como deputado federal de 2003 a 2007 e foi candidato a vice-governador, mas não foi eleito. Esteve à frente da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (Fieto), do Sesi e Senai, além de ocupar cargos públicos no estado.
Apresentador – Candidato, em maio deste ano a Polícia Federal e agentes da Controladoria geral da União estiveram na sua casa fazendo buscas de documentos em uma investigação sobre supostos desvios de recursos do transporte escolar. A investigação possibilidade de pagamento de propina de R$ 1,5 milhão para servidores da prefeitura de Araguaína entre 2013 e 2018, quando o senhor era prefeito. Apesar de ter sido alvo de buscas, o senhor afirmou no dia da operação que não era investigado. Mas o senhor não percebeu? Não viu o que poderia estar acontecendo dentro da sua administração?
Ronaldo Dimas – Rogeh, obrigado pela pergunta. Dá oportunidade até para a gente esclarecer melhor para todos. Uma gestão com cinco mil servidores é claro que você não consegue controlar absolutamente tudo. Infelizmente algumas coisas acontecem, só que neste caso especificamente tudo quando veio à tona foi aberto processo de sindicância para fazer as apurações.
Lá atrás já havia ocorrido uma operação neste sentido, exatamente junto aos servidores bem lá atrás. Aí você imagina, dois anos após ter saído uma nova operação com o mesmo objetivo. Não tem meu nome no inquérito, não sou citado por ninguém e aí vem uma operação em cima de mim? É algo muito estranho em ano eleitoral. Eu espero que tudo seja apurado o mais breve possível porque até hoje eu estou do mesmo jeito da maioria da população: sem saber se há de falto alguma acusação contra mim.
Apresentador – Abre aspas candidato: “Como que não viu? Tá lá de venda nos olhos esse tempo todo? Não dá para a gente se enganar”. Essa fala é do senhor se referindo a outro candidato. Então eu vou reforçar com base na sua resposta, como que o senhor não viu que isso poderia estar acontecendo?
Ronaldo Dimas – Não, quando a gente toma conhecimento de algumas conversas estranhas em qualquer ação da nossa gestão, no caso, nós imediatamente tomamos as providências. Esse caso traz à tona a vulnerabilidade de algumas pessoas, que às vezes a gente confia e ocupam os cargos importantes, mas não deveriam estar lá. Agora, a responsabilidade de apuração é exatamente dos órgãos de controle, da Polícia Federal, da Polícia Civil e eu espero que em breve toda a população seja esclarecida disso.
Apresentador – A sua candidatura foi deferida pela Justiça Eleitoral, mas o senhor já foi alvo de pelo menos cinco ações de improbidade administrativa propostas pelo Ministério Público. São investigações de contratação ou tentativa de contratação de organizações sociais para gerenciar saúde, educação, assistência social, além da falta de envio de recursos para o instituto previdenciário de Araguaína. O senhor sabe que o Tocantins tem um histórico de denúncias de corrupção e governadores perderam o mandato por conta disso. Como que o senhor vai garantir ao eleitor que essas situações não vão voltar a acontecer caso o senhor assuma o Palácio Araguaia.
Ronaldo Dimas – Não há, de forma nenhuma, nestas ações que estão sendo colocados, atos que falem de desvios de recursos. Por minha parte, absolutamente. Às vezes a legalidade, a lei, é muito complicada de ser observada na sua íntegra. Isso dificulta a ação e propicia que o Ministério Público entenda que houve algum equívoco e entre com uma ação que pode gerar ou não processo. Nenhuma destas ações prosperou. Eu respondo, veja bem, em oito anos de mandato eu tenho, de fato, uma ação que respondo que é meio absurda do meu ponto de vista. Porque o Instituto de Previdência, quando entrei, tinha R$ 70 milhões e quando eu saí tinha quase R$ 200 milhões. Pagando a conta atual e anterior, do passado.
Isso mostra conduta, mostra a nossa seriedade em relação ao trato público. O que aconteceu em Araguaína é que Araguaína mudou, de fato, a cara. A cidade evoluiu demais ao longo da nossa gestão. A cidade era conhecida como “buracaina”, só problema, as pessoas desanimadas, nada acontecia de fato que fosse de positivo. Vá lá hoje, veja a realidade que é e a transformação que ocorreu na saúde, a transformação na educação. Nós fomos, por exemplo, na educação, a primeira cidade do Tocantins e uma das primeiras do país a climatizar todas as salas de aula, inclusive da zona rural. Nós tivemos, na segurança, por exemplo, que implantar uma guarda municipal porque a falta de contingente policial do governo do estado fez com que a gente fosse obrigado, praticamente, a ter um novo gasto para instalar a segurança, agora reforçada. Lazer era inexistente, parques urbanos que fizemos, a Via Lago. Quero fazer isso em todo estado, esse é o objetivo nosso. Nós queremos fazer a transformação na vida das pessoas. Essa transformação que ocorreu em Araguaína é que vai ocorrer no Tocantins.
Apresentador – O senhor contratou, na sua gestão como prefeito, empresas para administrar hospital municipal, UTI pediátrica, a UPA, também contratou uma organização social para fazer gerenciamento da crise da pandemia em 2020. Esse modelo o senhor pretende replicar? O de passar hospitais públicos para a inciativa privada, caso o senhor seja eleito?
Ronaldo Dimas – A iniciativa privada é muito presente na gestão pública. Gestão pública não faz obras, contrata obras. Às vezes você tem necessidade de trazer a iniciativa privada para gerenciar parte dos serviços, pode ser de saúde, pode ser de educação. Agora, o gerenciamento principal sempre vai estar a cargo do governo do estado, no caso do governador. As ações partem de planejamento. Para isso a participação da iniciativa privada e de organizações sociais. Veja como foi lá a nossa atuação na pandemia, exemplo para todo mundo. Nós fomos a primeira cidade a adotar uso obrigatório de máscaras, a única que construiu com recursos próprios, inclusive, o hospital durante a pandemia.
Apresentador – Minha próxima pergunta é exatamente sobre isso. O senhor saiu na frente na pandemia, criou decretos para utilização de máscaras, fecho comércio, construiu hospital de campanha, abriu mais leitos, foi pioneiro também na situação da vacina. Só que agora nesta campanha o senhor apoia o candidato e presidente da República, Jair Bolsonaro, que é duramente criticado pelo negacionismo na pandemia. Como que o senhor acha que o eleitor que sofreu com essa pandemia, que perdeu parentes, avalia esse seu apoio?
Ronaldo Dimas – O negacionismo tão propalado e falado não é tão verdadeiro assim porque de onde vieram as vacinas? Do governo federal. O governo federal que comprou as vacinas e colocou à disposição da população, mas eu não preciso pensar totalmente igual a você, nem igual ao presidente. Algumas divergências são normais que ocorra. O que importa é que de fato quem saiu à frente na pandemia no estado e quem deu suporte, não somente para a população de Araguaína, mas para a população do estado fomos nós. Nós assumimos papel de responsabilidade do governo estadual. O governo estadual se manteve inerte, fazendo de conta que nada estava acontecendo e nós fomos para cima porque não dava para ver a nossa população sofrendo e em muitos casos morrendo.
Apresentador – O senhor está prometendo, entre as suas promessas de governo, criar um auxílio complementar ao Auxílio Brasil, no valor de R$ 300, para compra de medicamento e de alimentação. O senhor também está pretendendo criar um programa habitacional para beneficiar 30 mil famílias e ainda pretende distribuir 2,5% do orçamento anual para os municípios. Candidato, de onde vai sair tanto dinheiro para fazer isso?
Ronaldo Dimas – Do orçamento, né. Vamos fechar as torneirinhas da corrupção que está aí amplamente divulgada. Agora mesmo nós tivemos, não sei se a sétima ou oitava operação neste governo tampão. Não é como vice, não. É como governo tampão. Então, mostra para a gente que há muitas fontes de recursos e há outras situações. O Auxílio Tocantins no valor de R$ 300, não é somente para dar o dinheiro àquela família que está em vulnerabilidade, mas também para que a gente tenha um cadastro para fazer elevação de escolaridade, qualificação profissional e às vezes alfabetização de parte desta família.
Eu tenho colocado também, como você bem colocou, fizemos lá em Araguaína: entreguei 6.200 casas para a população mais carente. Como que o estado durante esse período todo não fez nada praticamente? Algo em torno de 400 casas? Não é possível que a gente não tenha uma política habitacional para o nosso povo.
A meta nossa é beneficiarmos 30 mil famílias ao longo dos próximos quatro anos em três áreas distintas. Uma delas são casas, e essas casas vão para as famílias que têm rendimento de até três salários mínimos, os mais carentes. Outra é o cheque moradia que é para as famílias que já tem a sua casa própria, mas precisam de um quarto novo para o filho que nasceu, organizar melhor um banheiro. Enfim, fazer um telhado novo, adequado. E o último item é utilizar as áreas públicas estaduais e às vezes municipais e fazermos os projetos habitacionais para estes que ganham acima de três salários mínimos. Aqui em Palmas mesmo, o patrimônio imobiliário é grandioso só que o lote é muito caro. A pessoa não dá conta de comprar o lote e fazer a casa ao mesmo tempo, a prestação fica muito cara, não enquadra. Então, o governo doando o terreno a prestação baixa significativamente. Fizemos isso lá nestas unidades. O projeto de 900 unidades é neste sentido.
Apresentador – Na última pesquisa IPEC/TV Anhanguera o senhor aparece em segundo lugar com 17% das intenções de voto. O senhor está 23% pontos atrás do primeiro colocado. Como o senhor já disse algumas vezes, até mesmo nesta entrevista, a sua principal bandeira são as transformações que o senhor promoveu em Araguaína. Na sua opinião, isso talvez não tenha sido suficiente para convencer o eleitor ainda?
Ronaldo Dimas – É o começo da discussão eleitoral. Agora a gente começa, de fato, perceber a população adentrando e conversando mais sobre isso. O que aconteceu, infelizmente, Rogeh, é que o governo do estado está utilizando e abusando da máquina pública. São mais de 9 mil servidores que foram contratados neste ano. Isso vai dar um impacto na folha geral de quase R$ 400 milhões.
Olha, essas pessoas claramente estão sendo utilizadas politicamente. Como que no ano passado não precisou, no final do ano não precisou e agora precisa? Até julho já foi gasto o orçamento todo e mais R$ 70 milhões, quase R$ 70 milhões, levantados pela própria imprensa. Isso significa o que? Abuso de poder político, econômico, utilização indevida da máquina pública e a gente já sabe onde isso vai dar, a gente já sabe. São quatro eleições seguidas que a gente tem um tampão aí por cassação, por renúncia e afastamento. Isso é fruto de atividades equivocadas.
Apresentador – O senhor está prevendo metas a curto, médio e longo prazo para a logística do Tocantins. Uma das promessas é trazer voos para integrar as cidades do interior com acesso ao Jalapão. Tem uma meta ambiciosa que é de transformar o Tocantins no maior polo de logística da região norte. Quanto tempo vai demorar para o senhor fazer tudo isso?
Ronaldo Dimas – A gente tem essa proposta para um mandato, mas inicialmente os voos regionais já no primeiro ano. Os grandes projetos no Tocantins foram esquecidos, Rogeh. A gente não fala em Prodoeste, Formoso, essa integração da malha aeroviária, os projetos Sampaio. Todos os grandes projetos: a hidrovia, ninguém fala mais em hidrovia. Olha o tanto que é importante a hidrovia do Araguaia e do Tocantins para o nosso estado e para o Brasil. Isso vai fazer uma mudança real e grande, veja lá no Sul a integração com o Mato Grosso na famosa Transbananal.
São projetos importantíssimos para o Brasil e tenho convicção que é totalmente possível implementá-los. Isso, além de desenvolver economicamente, ajuda demais para que o turismo nosso seja ainda mais acessado. O turismo do Jalapão a gente sabe que é um diferencial grandioso aqui para o Tocantins. É um espaço maravilhoso, único no mundo que atrai gente de todos os lugares e facilitar esse acesso a ele é uma obrigação do governo do estado, mas não só o turismo, facilitar os negócios.
A partir de Palmas, hoje, a gente tem empresários grandiosos que estão dispostos a investir em todo Tocantins, mas a dificuldade de transporte às vezes ocasiona a negativa neste sentido. Se a gente tem integração com o bico do papagaio nós teremos investidores saindo daqui e indo até o Bico. Da mesma forma com o sudeste e o sul do estado, além de facilitar também o trabalho do próprio estado, pois muitos servidores poderão usar essas empresas para fazerem seus trabalhos, facilitando assim o deslocamento também.
Apresentador – Nós estamos terminando nosso tempo, mas o senhor tem um minuto para as considerações finais.
Ronaldo Dimas – Obrigado à Jaime Câmara. Olha, gente. Não é brincadeira, a gente está em um momento de muita seriedade. O voto, como muitos dizem, não tem preço. Voto tem consequência. O que nós estamos vivenciando é uma série de equívocos que nós mesmos, na hora de votar, estamos fazendo algo inadequado. Então, peço a você: analise, compare, veja o passado, veja as propostas. A gente às vezes acha que não está pagando imposto e não é verdade, pois a todo o momento a gente paga imposto com energia, água, comida, tudo. Você vai eleger agora aquele que vai cuidar do que é seu. Vai cuidar da sua saúde, dos seus filhos, da escola dos seus garotos, vai cuidar de toda essa parte de infraestrutura do estado. Pedindo o seu voto e apoio, Ronaldo Dimas, 22.
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Fonte: G1 Tocantins