Paulo Mourão, candidato ao governo do Tocantins, é entrevistado na TV Anhanguera

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Candidato do PT foi o segundo a participar da série de entrevistas que está sendo realizada pelo Jornal Anhanguera 1ª Edição. Veja na íntegra a entrevista do candidato ao governo do Tocantins Paulo Mourão (PT)
O candidato Paulo Mourão (PT) foi entrevistado ao vivo durante o Jornal Anhanguera 1ª Edição desta terça-feira (13). Ele foi o segundo a participar da série de entrevistas que está sendo realizada pela TV Anhanguera nesta semana.
As entrevistas ao vivo serão realizadas entre os dias 12 e 16 de setembro, com os cinco candidatos mais bem colocados na última pesquisa ao governo divulgada pela emissora. O tempo de cada entrevista será de 15 minutos. Veja o cronograma:
12/09 – Karol Chaves (PSOL) – Veja como foi a entrevista.
13/09 – Paulo Mourão (PT)
14/09 – Ronaldo Dimas (PL)
15/09 – Wanderlei Barbosa (Republicanos)
16/09 – Irajá (PSD)
Entrevista Paulo Mourão
JA1 entrevista o candidato ao governo do Tocantins Paulo Mourão (PT)
Reprodução/TV Anhanguera
Paulo Sardinha Mourão tem 66 anos. Ele é formado em engenharia agronômica e tem uma longa carreira política. Seu primeiro cargo foi como deputado federal constituinte pelo Tocantins, permanecendo na Câmara por quatro mandatos. Mourão também foi prefeito de Porto Nacional e deputado estadual.
Ele foi entrevistado pelo apresentador do JA1, Thiago Rogeh. Confira a entrevista na íntegra:
Apresentador – Candidato, o PT não tem levado uma candidatura própria ao Governo do Estado nos últimos 20 anos. O senhor foi inclusive um nome do partido no nosso estado por diversas vezes, o senhor chegou a ter uma candidatura aprovada em 2010, tentou lançar o nome do senhor em 2014, só que sempre com acordos nacionais e o seu nome acaba ficando fora da disputa. O que mudou agora para que o partido considerasse o senhor apto a concorrer ao cargo mais importante do Estado?
Paulo Mourão – Rogeh, obrigado pela participação assim com você, cumprimento a todos os amigos e amigas do Tocantins e parabenizo a Jaime Câmara por esse momento de debate, de conscientização às propostas de todos os candidatos. Tudo na minha vida Rogeh, eu levo no processo da fé que eu tenho em Deus, nos desígnios que Deus determina em nossos caminhos. Tudo é no momento que Deus define. E nada melhor do que chegarmos a esse momento e sermos chamados pelo presidente Lula pra assumirmos esse compromisso, porque nós precisamos resgatar os ideais tocantinenses. O Lula está nesse momento, o presidente Lula, reconstruindo o Brasil. Nós temos a missão de construir o Tocantins e principalmente no momento difícil que passa o Brasil e que passa também o Tocantins, você observa que nós temos aí desde 2008 governadores sendo cassados ou afastados.
Nós temos um processo agora de uma relação de negócios em família, querendo representar o Estado do Tocantins. Você observa o governador Wanderlei Barbosa, atual governador, o filho deputado estadual. O candidato Ronaldo Dimas, o filho deputado Federal. E nós temos uma diferença, tanto o Lula presidente, quanto o Paulo Mourão governador, a nossa família é o povo tocantinense. Os negócios que nós precisamos implementar é do desenvolvimento social, do combate à fome, do combate à pobreza da geração de renda e, acima de tudo, de fazer a reconstrução deste estado e a conquista dos sonhos e a felicidade do nosso povo. É por isso que nós estamos nessa caminhada. O presidente Lula e eu para resgatarmos o Brasil e aqui fazermos a reconstrução do Tocantins.
Apresentador – Nas suas redes sociais o senhor tem dito: “Fazer nos próximos quatro anos o que o Tocantins espera há três décadas”. O senhor foi deputado constituinte, participou da criação do Estado, também já teve cadeira na Assembleia Legislativa, o senhor foi prefeito de uma das cidades mais importantes aqui do Tocantins, Porto Nacional, participou diretamente do governo do estado em cargos de secretarias. Por isso, eu pergunto pro senhor: O que o tocantinense espera que nesse tempo todo o senhor não conseguiu ajudar a fazer?
Paulo Mourão – O que eu consegui ajudar a fazer foi o quê? Foram ações que contemplaram o desenvolvimento do Estado de forma estrutural. Eu fui o autor do projeto, relator do projeto que criou a Universidade Federal do Tocantins. Como prefeito em Porto Nacional criamos o ITPAC, criamos o Instituto Federal Tecnológico e criamos a sustentação do agronegócio, que foi a Biodisel, junto com a Multigrain, com a Granool a powern do Brasil e o centro intermodal da Ferrovia Norte Sul. Observe que nenhum outro político conseguiu construir essas ações. Fomos nós também que conseguimos a construção da Escola Técnica Federal de Palmas, hoje o Instituto Federal Tecnológico. Assim como o de Dianópolis, o Instituto Federal Tecnológico de Colinas, de Pedro Afonso e de Porto Nacional. Observe que o autor da emenda que trouxe a Embrapa pro Tocantins foi o Deputado Federal Paulo Mourão. O Hospital Geral de Palmas foi emenda do Deputado Paulo Mourão. Nós precisamos agora, como governador, é um compromisso de desenvolvimento do Estado, como? Acima de tudo, o projeto que a Fieto apresenta para o desenvolvimento das cadeias produtivas é o que o Estado precisa implementar.
Nós temos o agronegócio como uma força econômica e temos a agricultura familiar como uma força econômica maior ainda. São exércitos de 85 mil famílias na agricultura familiar, que precisa de investimento, precisa de ação do governo com assistência técnica, precisa da ação do governo com o processo da exportação, da comercialização e do apoio a essas famílias agrícolas, da família agrícola. Se cada uma dessas 87 mil famílias gera algo entorno de cinco empregos ou cinco rendas de salários, de ganhos nos municípios, nós vamos ter 500 mil pessoas com renda. Em um estado que 364 mil pessoas ganham até R$ 105 por mês. É extrema pobreza. 132 mil pessoas ganham até R$ 210 por mês isso daí é insegurança alimentar, isso é pobreza também. E nós não vemos uma ação do governo estadual em combater a pobreza e combater fome, gerar emprego e qualificação da nossa juventude. Então se nós pegarmos as universidades federais chamarmos pra disputa, a discussão interna, o planejamento territorial, chamarmos a imprensa.
A Jaime Câmara deu um exemplo fantástico em anos atrás que foi a Agenda 21. Governo nenhum deu atenção. Eu tenho que chamar de novo a Organização Jaime Câmara junto com as universidades, junto com a Fieto, Federação da Agricultura, Federação dos trabalhadores rurais, o Sistema S, juntamente conosco pra rediscutir um novo programa de desenvolvimento social, cultural e econômico do nosso Tocantins. É isso que nós faremos, sabe Rogeh. Eu e o presidente Lula temos isso como missão, no Brasil como um todo e aqui em especial no Tocantins.
Apresentador – O senhor tem falado que é contra o que gestões têm feito ao distribuir cargos na estrutura do governo para deputados. Também diz que o Tocantins precisa ser governado com transparência e combater a corrupção. Em 2018, o senhor foi condenado por improbidade administrativa por não prestar contas de um show que realizou enquanto era prefeito de Porto Nacional. A minha pergunta é, como o senhor vai convencer o eleitor de que essas práticas não vão ter espaço no seu governo.
Paulo Mourão – Primeiro você é um jornalista e sempre muito bem informado, é um lamentável equívoco desse: dizer de condenação. O que fizeram foi uma tomada de contas especial e nós fizemos aí a defesa e ela foi aprovada pelo Tribunal de Contas da União
Apresentador – Pagamento de R$ 377 mil.
Paulo Mourão – Para a cantora Margarete Menezes. Isso foi depois. Se você quiser eu lhe encaminho e gostaria, inclusive, que você fizesse um esclarecimento sobre a verdade do que aconteceu. Eu sou o único político desse estado, com os mandatos que tive, que não tive uma vírgula de nenhum ato de improbidade na minha vida ou de desvio de conduta. Isso é um equívoco da redação que lhe trouxe essa matéria e eu faço questão de trazê-la para que você possa informar melhor os nossos ouvintes, os nossos telespectadores porque é uma informação equivocada essa sua.
Apresentador – Nós temos a sentença.
Paulo Mourão – A corrupção que eu quero combater é essa corrupção que é hoje entranhada nesse estado. Veja que o Estado do Tocantins, falando do atual governo. Foram 45 bilhões e 800 milhões de reais arrecadados em três anos e oito meses. Observe aonde foi implementado esse dinheiro. Olhe que só agora com esse governo atual é a sétima operação da Polícia Federal aqui no Estado do Tocantins. Isso é lamentável, isso é vergonhoso par anos. Isso são desvios de conduta e roubo de dinheiro público. Se você pega o orçamento da saúde, dos 45 bilhões e 800 milhões, algo em torno de 5 bilhões é para a saúde. Você pega aí R$ 46 milhões foram agora, lamentavelmente, descobertos. Digo lamentavelmente porque somente estes foram descobertos porque tem coisas muito mais graves nisso. Então é preciso uma ação muito forte do Tribunal de Contas do Estado.
Nós temos um problema grave no Tocantins: 683 obras inacabadas que somam 3 bilhões e 700 milhões de reais. Não tem ninguém sendo responsabilizado por isso. Nós temos desvio de todas: a educação, secretaria da educação tem desvio; Secretaria da saúde tem desvio; Secretaria da infraestrutura tem desvio. Essas obras que estão sendo feitas de péssima qualidade, que são os asfaltos que estão sendo recuperados agora. Tampa o buraco da estrada e não tampa o buraco da fome. Tampa o buraco da estrada e não tampa o buraco do desemprego. Tampa o buraco da estrada e não tampa o buraco da falta de hospital e da falta de política pública da saúde. E a intervenção dos deputados é justamente aonde? Na diretoria dos hospitais. Você chega a um hospital desses para alguém ser atendido só se o deputado indicar.
Você chega a uma escola, aquela escola tem um dono, tem um deputado que é o dono dos contratos temporários. Se você pegar em 2006 o motivo da cassação do governador Marcelo Miranda foi uma ação direta de inconstitucionalidade porque o número de contratos temporários estava superior ao número de servidores efetivos concursados. Esse ano nós estamos com o mesmo problema. Se você pega a folha de pagamento do mês de julho deste ano são mais de 55 mil servidores que foram pagos, dos quais 52% são contratos temporários e 48% são efetivos e concursados. É matéria de quem? Do Tribunal de Contas do Estado e do Tribunal Regional Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral ir atrás porque isso não é papel meu como candidato ir fiscalizar governo. É papel da sociedade, acima de tudo, mais dos poderes constituídos que são pagos para isso, principalmente tribunal de contas de estado, Ministério Público e também o Tribunal Regional Eleitoral.
Apresentador – Vamos avançar. A última pesquisa IPEC/TV Anhanguera aponta o senhor com 8% das intenções de voto. O senhor está empatado em terceiro lugar com outro candidato. O senhor é um político experiente, que tem feito uma campanha nas ruas que aparentemente é tímida. A agente tem informações do TSE que mostram que depois do diretório nacional, a maior quantidade de doação à sua campanha vem do senhor como pessoa física. O que está faltando para convencer o eleitor que o seu plano de governo é um plano viável.
Paulo Mourão – Eu acho que essa oportunidade que eu agradeço mais uma vez à televisão Anhanguera de nos oportunizar. O estado é muito pobre em debate público e debate das ideias. Nós passamos aí, você veja que nós estamos com três anos e oito meses e é a primeira vez que eu estou sendo convidado para fazer um debate aqui. Acho que a imprensa falada, escrita e televisionada precisa contribuir mais com esse debate para conscientizarmos a sociedade. Nós temos um problema muito sério: os partidos políticos querem estar dentro de governos, mamando nas tetas de governos. A maioria dos partidos, são poucos que não estão. Então você não tem debate plural de ideias e muito menos de críticas.
A importância da democracia é quando se favorece se fortalece o debate das ideias e acima de tudo da crítica construtiva. O Tocantins não tem isso. Fica aqui um chamamento para que o sistema falado, escrito e televisionado possa oportunizar debates para que a gente, ao longo dos anos, possa ser esclarecido melhor as situações e quem tem melhores propostas ou não. É isso que o presidente Lula está tendo de oportunidade no Brasil e que eu gradeço a televisão Anhanguera nesse momento. Eu acho que esse momento, de 15 minutos, vamos demonstrar que somos o melhor candidato a governador para o Estado do Tocantins, tanto no quesito da responsabilidade, da ética, da moralidade, mas acima de tudo do conhecimento da gestão.
Outra coisa, o presidente Lula eleito no primeiro turno, imagine um governador eleito aqui no Tocantins e ligado ao presidente Lula, com a relação de amizade. Apoio que já tive como prefeito, quando estruturamos a cidade de Porto Nacional e na história do Tocantins é o único prefeito que ganhou dois prêmios consecutivos do sistema S, acima de tudo do Sebrae. Somos o único prefeito da história da região norte do Brasil a ser contemplado com uma pesquisa ads dez melhores gestões do Brasil pelo escritor Rubens Figueiredo da Unicamp.
Apresentador – Já que o senhor falou de prefeitura, vamos falar de saúde pública. O senhor tem defendido que vai criar, a cada 3,5 mil habitantes, uma equipe especializada de saúde. Está falando de prevenção básica, mas isso não é transferir uma responsabilidade para o estado do que já é das prefeituras.
Paulo Mourão – Não, não é. Porque eu falo isso, o presidente Lula, quando presidente, mostrou ao Brasil. Criou o Samu, criou farmácia popular. O presidente Lula duplicou o número de agentes de saúde que são muito importantes no processo da medicina preventiva. O que nós precisamos é acudir os prefeitos que não contemplam, neste momento, o projeto de prevenção da saúde pública. O estado do Tocantins tem cinco causas que levam à óbito com maior frequência: o acidente vascular cerebral, o acidente vascular coronariano, diabetes, falência renal e falência pulmonar, além do câncer de colo de útero da mulher e do câncer de mama, como o câncer de próstata do homem.
Hora o que nós precisamos fazer? É fazer de forma preventiva, aonde os agentes de saúde e os médicos, estimular mais criação de UPAs, criar o processo também da política de saúde da mulher, criar o processo do acompanhamento em todas as cidades para estimularmos essa questão da saúde pública. É uma relação que precisa de apoio, os prefeitos precisam de apoio e o governo de transparência e de seriedade. Dinheiro para melhorar a saúde pública do estado nós temos, o que falta é gestão, honestidade e competência desses governadores que foram cassados como este agora. O Wanderlei será cassado sem sombra de dúvidas nenhuma. Já tem investigação sobre a gestão dele, sobre os atos ímprobos de todos estes atos que foram praticados tanto pelo governo Carlesse, como pelo governo atual que é a mesma condução que está sendo dada. O que eu preciso agora é que o povo compreenda que nós somos a melhor gestão.
Apresentador – Candidato, terminamos o seu tempo, mas o senhor tem ainda um minuto para as considerações finais.
Paulo Mourão – O que eu quero pedir a vocês e analisem nomes, analisem propostas. Nós precisamos fazer um acerto de uma gestão compreendida no processo da franqueza, da seriedade, da honestidade e do combate à corrupção. Pelo amor de Deus, eleitor tocantinense, homens, mulheres e juventude, o presidente Lula ganha as eleições no primeiro turno. Não percamos essa oportunidade de termos aqui um governador ligado ao presidente Lula, com as propostas de desenvolvimento e com o conhecimento que Paulo Mourão tem deste estado. Quero dedicar toda a minha capacidade, quero dedicar toda minha energia física e mental para fazer nesse estado a reconstrução dos nossos sonhos e a conquista da sua felicidade. Me ajude a te ajudar, vamos juntos mudar, transformar e fazer a conquista desse Tocantins que sempre sonhamos.
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Fonte: G1 Tocantins