Taiwan prevê aumento de ‘guerra psicológica’ após visita de Nancy Pelosi

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As autoridades do país aumentaram a segurança nas principais infraestruturas, incluindo usinas de energia e aeroportos, e elevaram o nível de alerta de segurança cibernética nos escritórios do governo. A presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, caminha ao lado da presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, em visita à sede presidencial da ilha, em Taipei, em 3 de agosto de 2022.
Presidência de Taiwan via Associated Press
Taiwan afirmou nesta quarta-feira (3) que vai intensificar a segurança contra possíveis perturbações por forças estrangeiras, incluindo ataques cibernéticos.
A tensão com a China aumentou após a visita da presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, à ilha autogovernada.
Nancy Pelosi deixa Taiwan após visita polêmica
A China demonstrou sua indignação com a visita de mais alto nível dos EUA em 25 anos à ilha que Pequim reivindica como seu território com uma explosão de atividade militar nas águas circundantes, convocando o embaixador dos EUA em Pequim e interrompendo várias importações agrícolas de Taiwan.
Pelosi chegou a Taiwan na terça-feira e partiu nesta quarta-feira depois de prometer solidariedade à ilha e saudar sua democracia.
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Apoiadores da China protestam em Hong Kong contra a visita da presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan, no dia 3 de agosto de 2022
Tyrone Siu/Reuters
O porta-voz do gabinete da presidência de Taiwan, Lo Ping-cheng, disse em uma coletiva de imprensa que as autoridades aumentaram a segurança nas principais infraestruturas, incluindo usinas de energia e aeroportos, e elevaram o nível de alerta de segurança cibernética nos escritórios do governo.
Lo afirmou que Taiwan prevê ser alvo nos próximos dias do aumento da “guerra psicológica”, descrevendo campanhas de influência, incluindo desinformação para influenciar a opinião pública.
“Estamos vendo uma guerra psicológica mais forte do que nunca e se intensificará nos próximos dias”, disse Lo.
Campanha da China
Autoridades de Taiwan têm alertado repetidamente sobre o que veem como uma campanha chinesa para enfraquecer o apoio das pessoas ao governo.
A China nunca renunciou ao uso da força para colocar Taiwan sob seu controle, o que, segundo ela, é a questão mais importante em suas relações com os Estados Unidos. Taiwan rejeita as reivindicações de soberania da China e promete se defender.
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Fonte: G1 Mundo