Crise de desconfiança foi causada por denúncias de assédio a ex-secretário. Johnson é acusado de saber da má-conduta dele antes de empregá-lo ao cargo. Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, atende a sessão do parlamento
Jessica Taylor/Handout via REUTERS
Após denúncias de abuso sexual do ex-secretário Christopher Pincher, Boris Johnson vem sofrendo com a retirada de alguns de seus aliados.
Onze parlamentares britânicos deixaram o governo do primeiro-ministro Boris Johnson desde terça-feira (5), incluindo o ministro das Finanças Rishi Sunak, dizendo que o líder britânico não tem mais a confiança deles e mergulha seu governo em uma crise.
As partidas começaram no final da tarde de terça-feira com o secretário de Saúde Sajid Javid. A carta de demissão de Sunak veio apenas nove minutos depois.
Confira a lista de renúncias:
Will Quince, ministro das crianças e famílias
Laura Trott, Secretária Parlamentar Particular (PPS) do Departamento de Transportes
Robin Walker, ministro de estado para os padrões escolares
Rishi Sunak, Ministro das Finanças
Sajid Javid, Secretário de Saúde
Bim Afolami, vice-presidente do Partido Conservador
Saqib Bhatti, PPS para Secretário de Estado da Saúde e Assistência Social
Jonathan Gullis, PPS para Secretário de Estado da Irlanda do Norte
Nicola Richards, PPS do Departamento de Transportes e MP
Alex Chalk, procurador-geral da Inglaterra e País de Gales
Virginia Crosbie, PPS para o Gabinete do País de Gales
O legislador do Partido Conservador, Chris Skidmore, apresentou uma carta de desconfiança ao primeiro-ministro Boris Johnson nesta quarta-feira (6), enquanto o líder britânico enfrenta pedidos cada vez mais intensos para deixar o cargo.
Skidmore pediu mudanças nos regulamentos do Partido Conservador para pedir outro voto de confiança no primeiro-ministro: “É vital, portanto, que o escrito de 1922 reconsidere urgentemente as regras que impedem que um novo voto de desconfiança ocorra”.
Fonte: G1 Mundo
