Putin diz que não tem nada contra a entrada da Ucrânia na União Europeia

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Comissão Europeia emitiu nesta sexta-feira (17) parecer favorável à adesão do país ao bloco, mas ainda será preciso submeter a decisão a uma votação com todos os membros da UE. Vladimir Putin durante conversa com jovens empresários em Moscou, em 9 de junho de 2022
Mikhail Metzel/Kremlin/Via Reuters
Vladimir Putin, presidente da Rússia, afirmou nesta sexta-feira (17) que não tem nada contra a adesão da Ucrânia à União Europeia.
“A UE não é um bloco político-militar, ao contrário da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte]”, justificou o líder russo, durante um painel de discussão no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo.
Comissão Europeia emite parecer favorável à entrada da Ucrânia na UE
A Comissão Europeia, órgão independente que representa os interesses da União Europeia, emitiu nesta sexta-feira um parecer favorável à entrada da Ucrânia no bloco. É um passo importante para que o país, em guerra contra a Rússia há mais de 100 dias, seja aceito no grupo.
O processo irá adiante se os 27 membros da UE concordarem com a decisão (veja vídeo abaixo).
União Europeia recomenda candidatura de Ucrânia ao bloco
Este comunicado da Comissão foi publicado um dia após líderes das principais potências do bloco visitarem Kiev, capital ucraniana, em uma clara demonstração de apoio ao país.
O chanceler alemão, Olaf Scholz, o presidente da França, Emmanuel Macron, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, e o presidente romeno, Klaus Iohannis, posam para uma foto em Kiev.
Ludovic Marin/REUTERS
Emmanuel Macron, presidente da França, e os chefes de governo da Alemanha, Olaf Scholz, e da Itália, Mario Draghi, chegaram à cidade de trem, na primeira viagem deles à Ucrânia desde o início da guerra, em 24 de fevereiro. Eles imediatamente foram para Irpin e reuniram-se com o presidente da Romênia, Klaus Iohannis.
“Nós quatro apoiamos o status de candidato imediato” da Ucrânia à adesão ao bloco, declarou Macron, em entrevista coletiva com seus três colegas.

Fonte: G1 Mundo