Civis escondidos em bunkers de siderúrgica na Ucrânia conseguem escapar em operação liderada pela ONU

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Entidade não forneceu detalhes da operação para não comprometer a segurança das famílias resgatadas. Maxim, funcionário da siderúrgica Azovstal, abraça seu filho Matvey, que já havia deixado a cidade com seus parentes
Alexander Ermochenko/Reuters
Civis foram retirados neste domingo (1º) dos bunkers da siderúrgica Azovstal, em Mariupol, na Ucrânia, onde se escondiam no subsolo, amontoados sob cobertores, tentando se proteger dos bombardeios da Rússia.
A operação de resgate foi arquitetada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Cruz Vermelha Internacional, que fecharam um acordo para aliviar as tensões no local.
Mariupol está sob controle russo, mas alguns combatentes e civis ucranianos estavam abrigados em Azovstal — uma grande fábrica da era soviética, fundada nos tempos de Josef Stálin, repleta de labirintos e de túneis projetados para resistir a ataques.
Civis que deixaram a área da siderúrgica Azovstal, em Mariupol, caminham acompanhados por um membro do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV)
Alexander Ermochenko/Reuters
Depois que um fotógrafo da agência de notícias Reuters testemunhou, neste domingo, dezenas de civis chegando a um centro de acomodação temporário, a ONU confirmou o que chamou de “operação de passagem segura para retirar pessoas da siderúrgica”.
“Neste momento, e como as operações estão em andamento, não compartilharemos mais detalhes, pois isso pode comprometer a segurança dos civis e do comboio”, disse Saviano Abreu, porta-voz da ONU.
Segundo o fotógrafo, civis chegaram ao vilarejo de Bezimenne, na região de Donetsk, e a cerca de 30 km de Mariupol, e receberam água e cuidados após semanas de sofrimento.
Entre os retirados da usina, estavam crianças pequenas.
Valeria, funcionária da siderúrgica Azovstal, abraça seu filho Matvey
Alexander Ermochenko/Reuters
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Fonte: G1 Mundo