Ação chamada de ‘Negócios de Família’ faz parte da operação Catarse. Entre os indiciados estão vereadores e ex-vereadores da cidade. Polícia Civil cumpriu mandados na Câmara de Porto Nacional em 2018
Dinaredes Parente/TV Anhanguera
A Polícia Civil concluiu nesta segunda-feira (18) uma investigação iniciada para apurar fraudes em processos licitatórios na Câmara de Vereadores de Porto Nacional, na região central do Tocantins. Segundo a corporação, 13 pessoas foram indiciadas pelos crimes de corrupção passiva, associação criminosa, fraude a licitação e falsidade ideológica. Entre eles estão vereadores e ex-vereadores que não tiveram os nomes divulgados.
A operação ficou conhecida por ‘Negócios de Família’ e marcou a quarta fase da operação Catarse, iniciada em 2018. Na época, buscas foram feitas na Câmara de Vereadores.
A conclusão das investigações se deu por meio da 7ª Divisão de Combate ao Crime Organizado (DEIC). Conforme o delegado Túlio Pereira Motta, ao longo das investigações foi apurado que foram constituídas empresas de fachada para participarem de licitação da Câmara Municipal de Porto Nacional.
“Havia o direcionamento da vitória, pois o procedimento era iniciado e o desfecho já era de conhecimento dos participantes e demais envolvidos na fraude”, disse o delegado.
Com a conclusão da Polícia Civil o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para a realização de outras providências legais.
Outras investigações estão em andamento, para apurar a suposta prática de outros delitos na Câmara Municipal de Porto Nacional.
O g1 entrou em contato com a Câmara, mas nenhum posicionamento foi enviado até a última atualização desta reportagem.
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Fonte: G1 Tocantins
