Operação da Polícia Civil do DF mira suspeitos de aplicar ‘golpe do PIX’ em idosos pelo WhatsApp; veja conversas

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Segundo investigação, criminosos se passavam por pessoas próximas às vítimas. Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em Goiás e Tocantins, por determinação Justiça do DF. Vítima de golpe por Whatsapp
Reprodução
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (5), uma operação contra um grupo suspeito de realizar golpes no WhatsApp. Os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Goiás e Tocantins, por determinação da 1ª Vara Criminal de Brasília.
Segundo as investigações, as vítimas eram, principalmente, idosos, e foram induzidas a fazer depósitos via PIX para os criminosos (veja conversa acima). Os suspeitos usavam contas no aplicativo com fotos de parentes das vítimas e demonstravam conhecer detalhes da dinâmica familiar.
Por isso, de acordo com a polícia, o diálogo era convincente o suficiente para enganar as vítimas. Uma delas chegou a fazer três depósitos, totalizando um prejuízo de R$ 20 mil. O golpe só foi percebido quando os criminosos pediram uma quarta transferência.
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Vítima de golpe no Whatsapp
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A operação foi batizada de “Fake Twin” e conduzida pela 9ª Delegacia de Polícia, no Lago Norte. Os investigadores afirmam que, antes de iniciar os contatos, os criminosos buscavam conhecer a rotina familiar por meio de pesquisas em redes sociais.
Eles também costumavam selecionar vítimas de outros estados para dificultar o processo investigativo. No caso mostrado na conversa acima, os criminosos estavam em Tocantins, mas aplicavam o golpe em moradores de Goiânia, em Goiás.
Vítima de golpe por Whatsapp
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Em um dos celulares apreendidos, os policiais encontraram três listas de transmissão com mais de 150 participantes, totalizando 450 pessoas. Essas listas eram usadas para buscar pessoas que teriam interesse em “alugar” a conta corrente para receber os valores desviados das vítimas.
Geralmente, segundo as investigações, elas recebiam 10% do dinheiro obtido por meio do golpe. O restante dos valores era sacado e entregue aos golpistas.
As pessoas que emprestaram as contas serão responsabilizadas pelo crime de lavagem de dinheiro, de acordo com a Polícia Civil. A pena varia entre três e dez anos de prisão.
Os demais envolvidos foram indiciados pelos crimes de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e associação criminosa, com penas que, somadas, podem alcançar 26 anos de reclusão.
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Fonte: G1 Tocantins