Família diz que idoso de 85 anos ficou mais de quatro horas em ambulância na porta do HGP e foi embora sem atendimento

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Parentes foram informados que não havia vagas na unidade. Secretaria nega falta de atendimento, diz que paciente não tinha condições de desembarcar da ambulância e a família “optou por levá-lo pra casa”. Pacientes de outras cidades do TO voltam para casa por falta de vagas no HGP
Um idoso de 85 anos passou mais de quatro horas dentro de uma ambulância aguardando atendimento no pronto-socorro do Hospital Geral de Palmas na tarde desta terça-feira (29). A unidade teria informado à família de que não havia vagas e o paciente foi embora sem ser atendido.
A Secretaria de Saúde negou a falta de atendimento, disse que paciente não tinha condições de desembarcar da ambulância e a família “optou por levá-lo pra casa”. (Veja nota no fim da reportagem)
A família informou à reportagem da TV Anhanguera que Cassimiro Ribeiro tem suspeita de câncer no intestino e saiu de Gurupi, no sul do estado, para fazer uma consulta com um especialista. Só que ao chegar a capital ele passou mal e foi direto para o pronto-socorro do HGP.
“Foram feitos exames e ele veio para passar pelo especialista às 14h. Ele não chegou a ser atendido porque passou mal na hora do atendimento. Desde as 14h ele está dentro desta ambulância. O hospital diz que não tem vaga para receber”, disse a neta do idoso, Zildene Ribeiro.
Momento em que ambulância deixou unidade com idoso
Reprodução/TV Anhanguera
Eles esperaram até 18h30 e a orientação passada foi que ele retornasse para Gurupi. “Dá dó de ver ele se acabando. Nem abrir o olho ele abre. Ele era um paciente que deveria vir via hospital, mas veio via ambulatório. Eu suspeito que seja esse o porquê de não receberem ele aqui”, afirmou.
Também durante a tarde desta terça-feira (29) o paciente Moisés Barbosa, de 36 anos, esperava por atendimento na unidade. Ele teve uma infecção no intestino e aguardava em uma maca, mas também foi embora sem atendimento.
“Chegou aqui umas 15h30. Está aguardando ser atendido e o médico falou que não tem vaga para atender ele e tem que voltar para Paraíso. Do jeito que ele está aí não tem como retornar, voltar para lá para ficar do mesmo jeito sendo que o melhor recurso que tem é aqui. Se lá tivesse recurso eles não tinham enviado”, disse o irmão, Daniel Barbosa.
Portões fechados e polêmica
Em novembro do ano passado o Hospital Geral esteve envolvido em uma grande polêmica após fechar os portões para pacientes encaminhados por cidades do interior sem regulação. A orientação era para que os casos de baixa e médica complexidade fossem enviados para UPAs e hospitais de pequeno porte.
Na época o então governador em exercício, Wanderlei Barbosa, que assumiu o cargo definitivamente há duas semanas, após renúncia de Carlesse, afirmou que a unidade não voltaria a fechar as portas do pronto-socorro.
O que diz a Secretaria de Saúde
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) afirmou que o paciente Cassimiro Ribeiro de França chegou com quadro clínico delicado encaminhado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Gurupi, para consulta Ambulatorial agendada no Hospital Geral de Palmas (HGP).
“Devido ao quadro clínico, não teve condições de desembarcar da ambulância e após avaliação médica, a família optou por levá-lo pra casa”, afirmou.
Sobre o paciente Moisés Barbosa Silva, a SES-TO alegou que o paciente foi atendido no HGP é contrarreferenciado para a cidade de origem, no Hospital Regional de Paraíso que o acolheu, pois seu perfil não é para alta complexidade.
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Fonte: G1 Tocantins