Dois delegados removidos por Carlesse voltam para divisão de combate à corrupção

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Delegados Guilherme Rocha e Gregory Almeida vão integrar a Divisão Especializada de Repressão à Corrupção. SSP-TO devolve delegados para divisão que investiga corrupção; entenda
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) devolveu os delegados Guilherme Rocha e Gregory Almeida para a Divisão Especializada de Repressão à Corrupção – unidade que substituiu a antiga Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública (Dracma). Eles investigavam esquemas envolvendo o executivo e o legislativo do Tocantins, mas foram transferidos para outras delegacias em 2019 pelo governo de Mauro Carlesse.
As mudanças foram informadas em um boletim interno da Secretaria de Segurança Pública que o Jornal do Tocantins teve acesso nesta quinta-feira (10), mas ainda não foram publicadas no Diário Oficial do Estado.
A remoção de delegados é um dos indícios investigados pela Polícia Federal na operação Éris, que apontou a existência de um aparelhamento dentro da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins para manter a existência de supostos esquemas criminosos.
Essa é uma das investigações, ao lado da Hygea, que levaram ao afastamento de Mauro Carlesse pelo Superior tribunal de Justiça (STJ) em outubro de 2021.
Os indícios apurados nas investigações também foram base para início do processo de impeachment contra o governador afastado na Assembleia Legislativa, embora o suposto aparelhamento da polícia tenha ficado de fora do parecer que começou a ser votado nesta quinta-feira (10).
O Palácio Araguaia sempre negou que estivesse interferindo no trabalho da polícia, mas a questão acabou indo parar na Justiça, inclusive, com decisões divergentes. Em agosto do ano passado, o Núcleo de Apoio as Comarcas (Nacom) suspendeu, mais uma vez, as transferências de delegados.
No final de 2021, após o afastamento de Mauro Carlesse, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) anunciou a criação de uma força-tarefa para apurar os fatos apontados pela PF. Entre os integrantes equipe estão delegados da Polícia Civil que foram transferidos de delegacias após atuarem em inquéritos que prejudicaram Carlesse.
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Fonte: G1 Tocantins