A China, Emirados Árabes Unidos e Índia se abstiveram. Essa foi a primeira vez que o Brasi se posicionou oficialmente sobre a crise no leste da Europa – e foi contrário à invasão russa. Embaixador brasileiro em reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas em Nova York
Carlo Allegri/Reuters
O Brasil condenou a invasão da Rússia contra a Ucrânia ao apresentar seu voto para uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta sexta-feira (25).
A Rússia vetou a resolução do Conselho de Segurança da ONU que serviria para condenar a invasão da Ucrânia nesta sexta-feira (25). Foi o único país a votar contra, mas seu voto tem poder de veto.
Representante do Brasil na ONU, o embaixador Ronaldo Costa Filho disse que o Conselho de Segurança deveria agir urgentemente diante da agressão da Rússia.
Essa foi a primeira vez que o Brasil se manifestou oficialmente e foi contra a invasão russa à Ucrânia.
Na quinta-feira (24) o vice-presidente Hamilton Mourão disse que o Brasil não era neutro neste conflito e que não concordava com a invasão do território ucraniano. A fala foi desautorizada pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, durante uma transmissão pela internet.
Brasil pede a retirada das tropas russas
“Renovamos nosso apelo pela cessação total das hostilidades, pela retirada das tropas e pela retomada imediata do diálogo diplomático”, disse o Costa Filho ao Conselho.
O embaixador brasileiro disse ainda que não há outra alternativa, que não a diplomacia, para resolver a crise atual no leste europeu.
“O enquadramento do uso da força contra a Ucrânia como um ato de agressão, precedente pouco utilizado neste Conselho, sinaliza ao mundo a gravidade da situação”, reforçou o embaixador brasileiro.
Posição de equilíbrio
Costa Filho reforçou, durante a explicação do seu voto, que o Brasil tentou manter uma posição de equilíbrio.
“Procuramos manter o espaço de diálogo, mas ainda sinalizando que o uso da força contra a integridade territorial de um Estado-membro não é aceitável no mundo atual”, disse o embaixador.
Ele ponderou, no entanto, que as preocupações de segurança que a Rússia levantou nos últimos anos, com o avanço da aliança militar Otan para o leste da Europa, “não dão à Rússia o direito de ameaçar a integridade territorial e a soberania de outro Estado”.
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Fonte: G1 Mundo
