Substituição ocorrerá no próximo domingo (27), quando outra equipe do Tocantins chegará ao Rio de Janeiro. Mais dois bombeiros e uma cadela serão enviados para reforçar as buscas por desaparecidos nos locais da tragédia. Os cabos Gusmão e Velasco e a cadela Dory vão a Petrópolis para missão de buscas a vítimas
Divulgação/Corpo de Bombeiros
A equipe dos Bombeiros do Tocantins que foi ao Rio de Janeiro, no último sábado (18), para ajudar nas buscas pelos desparecidos na tragédia de Petrópolis, será substituída. Outros dois bombeiros militares e uma cadela chegará ao local no próximo domingo (27) para continuar os trabalhos.
A chuva catastrófica que atingiu Petrópolis, na Região Serrana do Rio, na última semana já deixou, até a manhã desta sexta-feira (25), pelo menos 217 mortos. Ao menos 30 pessoas ainda estão desaparecidas, segundo o portal de desaparecidos da Polícia Civil.
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No sábado, o sargento Raphael Mollo, o cabo Alef Teles e a cadela Sky pegaram a estrada em direção ao Rio de Janeiro para reforçar a equipe que trabalha para encontrar as vítimas dos deslizamentos. A Sky, da raça Malinoi, tem 4 anos de idade. É a primeira na região norte do Brasil com certificação internacional em buscas em áreas colapsadas.
Cadela Sky do Corpo de Bombeiros do Tocantins faz buscas nos destroços em Petrópolis
Reprodução
Eles vão retornar ao Tocantins depois de uma semana intensa. A troca é um processo normal, que visa manter o alto nível de atenção e concentração nas buscas e dar descanso aos militares que atuam na missão, segundo os Bombeiros.
A nova equipe é composta pelos cabos Raphael Neves Buarque Gusmão e Alexandre Velasco Gomes e a cadela Dory. Ela é da raça Boiadeiro Australiano, de menos de quatro anos de idade, que é também o tempo de adestramento nas buscas por vítimas em áreas colapsadas.
A nova equipe está ligada à Companhia Independente de Busca e Salvamento (CIBS) e também tem experiência nas ações que vêm sendo executadas em Petrópolis.
O animal, porém, ainda não tem a certificação que reconhece sua alta capacidade nesse tipo de missão. Contudo, o tutor, cabo Gusmão, afirmou que falta apenas a oportunidade de um evento para a apresentação dela e a conquista do documento.
Cinquenta e oito cães farejadores estão em Petrópolis.
Reprodução/TV Globo
“Dory é muito experiente e já provou isso em diversas missões em que participou, mas com a pandemia, não houve mais trabalhos para certificação desse tipo de animal”, explicou.
Metade das vítimas soterradas em Petrópolis, na Região Serrana, foi localizada com a ajuda essencial dos cães farejadores. Os animais são treinados para atuar em tragédias.
Cinquenta e oito cães farejadores estão em Petrópolis. Elas são do Rio, mas também vieram de longe, de mais 19 estados e do Distrito Federal.
“Eles começam desde filhotes, a partir dos 45 dias eles já são socializados nesse tipo de ambiente, com lama, escombros, chuva, maquinário funcionando”, conta o chefe de Operações do Canil dos Bombeiros do RJ, tenente William Pellerano.
Nada substitui o olfato poderoso desses animais treinados para localizar vítimas.
“O cão consegue, tem uma capacidade olfativa 40 vezes mais sensível do que do ser humano. Se fosse pegar por exemplo um bolo. Nós sentiremos o cheiro do bolo, o cachorro consegue distinguir todas as características. Ele consegue sentir o cheiro do ovo, da farinha de trigo, do leite”, explicou o tenente.
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Fonte: G1 Tocantins
