Medida é em sinal de apoio à população do país do leste europeu após a ofensiva militar lançada por Moscou. Durante o dia, prefeituras francesas hastearam bandeiras da Ucrânia em suas fachadas. A Torre Eiffel é iluminada em azul e amarelo, em apoio ao povo ucraniano, em Paris em 25 de fevereiro de 2022
Benoit Tessier/Reuters
A Torre Eiffel, símbolo da França no mundo, foi iluminada com as cores da bandeira da Ucrânia, nesta sexta-feira (25), em sinal de apoio à população do país do leste europeu após a ofensiva militar lançada por Moscou. A bandeira ucraniana também foi hasteada em várias prefeituras francesas e algumas cidades já se preparam para acolher refugiados.
Como o Portão de Brandemburgo, em Berlim, ou o arco do Parque do Cinquentenário, em Bruxelas, a Torre Eiffel passa a se vestir durante a noite de azul e amarelo, as cores da bandeira da Ucrânia. O monumento parisiense, um dos mais visitados do mundo, mudou sua iluminação a pedido da prefeita da cidade, Anne Hidalgo, em “sinal de apoio à população ucraniana”, indicou a empresa Sete, que administra a torre.
Durante o dia, várias prefeituras da França hastearam bandeiras da Ucrânia em suas fachadas. Foi o caso em Marselha, a segunda cidade do país, ou ainda Bordeaux, Toulouse, Lyon, Nancy e Lille.
AO VIVO: Acompanhe em tempo real a cobertura sobre a invasão da Ucrânia
MAPAS explicam guerra e mostram avanço russo até Kiev
O que Putin quer na Ucrânia? Entenda o cenário
Manifestações populares estão previstas no fim de semana em sinal de solidariedade aos ucranianos. Protestos já foram registrados em Paris na quinta-feira (24), onde centenas de pessoas se reuniram diante da embaixada da Rússia. Cerca de 3 mil pessoas também se concentraram, no início da noite, na Place de la République, no centro da capital, empunhando bandeiras da Ucrânia e aos gritos de “Putin terrorista” e “solidariedade ao povo ucraniano”.
Possível êxodo ucraniano Os franceses também já começam a se mobilizar para acolher os possíveis refugiados ucranianos. Na cidade de Lyon, terceira maior do pais, o prefeito Gregory Doucet, declarou nesta sexta-feira (25) que se prepara para acolher aqueles que deixarem a Ucrânia.
A associação France Terre d’asile também se disse pronta para contribuir. “Estivemos presentes para acolher os afegãos [após a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, no ano passado] e também estaremos presentes para os ucranianos”, declarou Delphine Rouilleault, representante da associação.
Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados, mais de 100 mil pessoas já abandonaram suas casas na Ucrânia desde o início dos bombardeios russos. Os Estados Unidos estimam que o número de refugiados saindo da Ucrânia pode chegar a 5 milhões.
Além da França, outros países europeus se mostraram abertos a receber os refugiados. Polônia, Eslováquia, Romênia e até a Hungria, conhecida por sua política anti-imigração, anunciaram estar dispostos a acolher refugiados vindos da Ucrânia.
2º dia de guerra
O segundo dia da guerra na Ucrânia começou com registros de explosões na capital, Kiev, ainda na madrugada sexta-feira (25), por volta das 4h40 (horário local).
Segundo a agência Reuters, uma das explosões estava relacionada a um avião russo que teria sido abatido pelo sistema de defesa antiaérea da capital ucraniana (veja vídeo abaixo).
Avião russo é abatido em Kiev
O Ministério da Defesa da Ucrânia pediu à população do distrito de Obolon, próximo à capital Kiev, que preparem coquetéis molotov, uma espécie de bomba caseira feita com algum tipo de combustível, para ajudarem no enfrentamento às tropas russas.
O conflito que começou na madrugada de quinta-feira (24) é o maior ataque entre países europeus desde a 2ª Guerra. Putin justificou a invasão como uma medida para proteger separatistas no leste. A ONU pediu que ele recue e Joe Biden disse que guerra será catastrófica.
Pelo menos 137 pessoas morreram e outras 316 ficaram feridas na Ucrânia após os ataques russos, segundo o ministro da Saúde da Ucrânia, Oleh Lyashko.
LEIA TAMBÉM:
DESESPERO: Família quase tem casa atingida por míssil; assista
IMPRENSA: Jornalistas são atacados a tiros; assista
PRESIDENTE DA RÚSSIA: Quem é Vladimir Putin
PRESIDENTE DA UCRÂNIA: Quem é Volodymyr Zelensky
SOCIALITE, ATOR, CANTORA… Celebridades russas criticam invasão
Fonte: G1 Mundo
