Com novo caso de mormo, estado passa a ter limitação para eventos com equinos em 29 cidades

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Nova portaria foi publicada após Augustinópolis registrar o primeiro caso de mormo em 2022. Estado agora tem duas confirmações no ano; em 2021 foram 22. Tocantins tem dois casos de mormo confirmados em 2022
Divulgação/Adapec
A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) publicou uma nova portaria suspendendo eventos e aglomerações de equinos em municípios do Tocantins. A nova medida foi adotada após a confirmação de um caso de mormo em Augustinópolis, na região do Bico do Papagaio.
Mormo é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria que pode ser transmitida para o homem. Não existe vacina e nem tratamento, por isso os animais são sacrificados.
Além da suspensão em Augustinópolis, as proibições de eventos e aglomerações continuam valendo para os municípios de Nova Olinda, Marianópolis, Araguaína e Buriti, que estão na lista desde janeiro. Filadélfia, que constava na relação no início do ano, foi liberada pela Adapec.
Este é o primeiro caso de mormo no município de Augustinópolis e o segundo deste ano no Tocantins. Em 2021 tinham sido confirmados 22 animais infectados.
“Recebemos o resultado do exame do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na última sexta-feira e logo tomamos todas as providências determinadas pela legislação, inclusive com a eutanásia do animal”, explicou Isadora Melo, responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos da Adapec.
As cidades que fazem divisa com estes municípios onde há casos de mormo confirmados estão impedidas de realizarem eventos abertos com equinos, como cavalgadas, tropeadas e outros. Essa proibição vale para:
Pau D’Arco
Bandeirante
Colinas do Tocantins
Babaçulândia
Filadélfia
Palmeirante
Pium
Caseara
Divinópolis do Tocantins
Monte Santo
Chapada de Areia
Santa Fé do Araguaia
Muricilândia
Aragominas
Carmolândia
Piraquê
Wanderlândia
São Sebastião do Tocantins
Araguatins
Carrasco Bonito
Sampaio
Praia Norte
Sítio Novo
Axixá
Prevenção
A principal forma de prevenção é a realização de exames regularmente, já que a validade é de 60 dias. A orientação é que, ao comprar um animal, o interessado exija esses exames e evite que o equídeo tenha contato com outros sem comprovação negativa da doença.
No caso de suspeita da enfermidade, o produtor rural deve isolar o animal e comunicar imediatamente as unidades da Adapec presentes em todo o estado ou ligar gratuitamente no 0800 063 11 22, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 14h.
A Adapec conta com 23 barreiras fixas nas divisas do estado e mais 13 barreiras volantes para atuar na fiscalização das áreas animal e vegetal.
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Fonte: G1 Tocantins