Equipe do Tocantins formada por dois bombeiros militares e pela cadela começou a atuar nesta segunda-feira (21). Mortes na tragédia chegam a 176. Bombeiros do TO e cadela Sky começam as buscas nos destroços em Petrópolis-RJ
Um vídeo mostra a cadela Sky ajudando nas buscas por desaparecidos em Petrópolis, no Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (21). Ela e mais dois bombeiros militares foram enviados do Tocantins para reforçar os trabalhos no local da tragédia, que já causou 176 mortes. A catástrofe é a maior já registrada na cidade. 117 pessoas ainda estão desaparecidas.
Compartilhe essa notícia no WhatsApp
Compartilhe essa notícia no Telegram
O sargento Raphael Mollo, o cabo Alef Teles e a Sky saíram do Tocantins no sábado (19). A ida deles foi uma solicitação do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. O animal é o primeiro na região norte do Brasil com certificação internacional em buscas em áreas colapsadas.
Saiba como ajudar vítimas da tragédia em Petrópolis
Cadela Sky do Corpo de Bombeiros do Tocantins faz buscas nos destroços em Petrópolis
Reprodução
Essa segunda-feira é o primeiro dia de trabalho da equipe tocantinense. A cadela Sky, da raça Malinoi, tem 4 anos de idade e atuação em ocorrências bem-sucedidas de buscas por pessoas desaparecidas.
Nas imagens, é possível ver que ela percorre uma área desmoronada e depois de alguns minutos late, ao chegar em um certo local. Os bombeiros informaram que o latido do animal pode ser o sinal de uma vítima encontrada, parte de um corpo ou vestígios de sangue. Mas não há nada confirmado.
O sargento Rafael Mollo é o diretor de Cinotecnia do Corpo de Bombeiros Militar, e atua no adestramento dos cães que auxiliam nas ocorrências de buscas no estado.
LEIA TAMBÉM:
Mortes em Petrópolis chegam a 176, e catástrofe é a maior da história da cidade
Chuva em Petrópolis: quem são as vítimas da tragédia
Rastro da devastação causada pela chuva no Morro da Oficina, no Alto da Serra, em Petrópolis
Marcos Serra Lima/g1
As tentativas de encontrar sobreviventes e resgatar corpos de vítimas continuam nesta segunda-feira. Trabalhos chegaram a ser interrompidas no fim da madrugada por causa de ventania, mas foram retomadas por volta das 7h. Há previsão de chuva ao longo do dia.
As mortes em decorrência das chuvas que atingiram Petrópolis na semana passada chegaram a 176. O número é o maior já registrado na história da cidade – a maior catástrofe até aqui era a de 1988, quando 171 morreram.
Ainda há 117 desparecidos e, nesta segunda-feira (21), as buscas entraram no 7º dia. As equipes de busca se dividem em três áreas principais: os setores Alfa, Bravo e Charlie, que abrangem regiões como o Morro da Oficina, a Rua Teresa, o Alto da Serra, a Chácara Flora, a Vila Felipe, Caxambu e localidades vizinhas.
A Polícia Civil, por sua vez, iniciou nesta segunda um mutirão de coleta de DNA para acelerar o trabalho de identificação de vítimas. Até o início da manhã, 143 corpos haviam sido identificados.
tragédia Petrópolis
Fantástico/ Reprodução
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins
