Criticado pelos EUA, Bolsonaro diz que não tomou partido ao se solidarizar com a Rússia

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Bolsonaro esteve em Moscou nesta semana e, ao lado de Putin, se solidarizou com a Rússia. Para EUA, viagem não poderia ter acontecido em momento ‘pior’ e ‘parece’ que Bolsonaro ‘está do outro lado’. Porta-voz da Casa Branca comenta viagem de Bolsonaro à Rússia
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (18) que, na viagem que fez a Moscou nesta semana, não tomou partido “de ninguém” ao se solidarizar com a Rússia.
Militares russos estão na região da fronteira com a Ucrânia, e os Estados Unidos acusam o país governado por Vladimir Putin de querer invadir o território ucraniano. A Rússia, por sua vez, nega ter a intenção de invadir a região.
Durante a viagem a Moscou, Bolsonaro disse ao lado de Putin, no Kremlim, que se solidarizava com a Rússia. Integrantes do governo dos Estados Unidos, no entanto, disseram que a viagem não poderia ter acontecido em momento “pior” e que o Brasil “parece estar do outro lado”.
“Estou muito feliz. Grato ao presidente russo. A gente pede a Deus que temos paz na região. Até falei lá que o mundo é a nossa casa e Deus está acima de todos. Falei a mensagem de paz. Não fomos para tomar partido de ninguém. A nossa missão tinha um objetivo específico. Alguns levaram para um lado que estou apoiando A, B ou C, ‘não devia fazer isso, devia fazer aquilo’. Teve crítica, bastante. Viemos para cá, ficou, realmente, boas impressões e bons negócios”, declarou Bolsonaro nesta sexta.
Rússia x Ucrânia: entenda as origens da tensão entre os dois países
Na última terça (15), a Rússia afirmou que havia começado a retirar algumas tropas da fronteira com a Ucrânia. Na ocasião, o Ministério da Defesa russo disse que os chamados exercícios militares em larga escala continuariam, mas que algumas unidades haviam começado a retornar às respectivas bases.
Podcast
Ouça o episódio do podcast O Assunto sobre “Bolsonaro na Rússia em meio à crise militar”:

Fonte: G1 Mundo