Bala retirada de corpo após exumação no TO passará por perícia duas semanas depois da sequência de assassinatos

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Valbiano Marinho da Silva é suspeito de matar um policial militar. Após o crime, ele, e outras cinco pessoas foram assassinadas. Polícia tenta identificar os suspeitos. Corpo de homem foi exumado em Miracema do Tocantins
Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera
A bala encontrada no corpo de Valbiano Marinho da Silva, morto em uma sequência de assassinatos em Miracema do Tocantins, será analisada por peritos. O projétil foi retirado do cadáver quase duas semanas após o assassinato. A exumação ocorreu nesta sexta-feira (18) após um pedido da Polícia Civil.
O homem exumado é suspeito de matar o policial militar Anamon Rodrigues de Sousa. Depois do crime, Valbiano, o pai dele, um irmão e outras três pessoas foram assassinadas a tiros. (relembre abaixo)
O delegado Afonso José afirma que a extração da bala que ficou alojada na coluna do homem é imprescindível para as investigações dos fatos. A medida poderá ajudar a confirmar se todas as mortes têm ligação, já que será possível comparar os projéteis encontrados nas outras vítimas.
“Foi necessário realizar essa nova perícia com a finalidade específica de extrair esse projétil para posterior realização de balística que vai ajudar a identifica a autoria desse crime. Faz parte da investigação analisar o projétil”, disse o delegado Afonso José.
O que se sabe até agora sobre o caso
Até esta sexta-feira (18) nenhum suspeito foi preso.
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A polícia informou que no dia do crime Valbiano foi atingido por vários tiros de calibre diferentes. Um dos projéteis estava alojado em uma das vértebras da coluna dele, em um local de difícil acesso, e acabou não sendo retirado no momento da necrópsia.
A exumação ocorreu por volta de 8h e a bala foi retirada no terreno do próprio cemitério. Logo depois da extração da bala o corpo voltou a ser enterrado.
O procedimento foi acompanhado por equipes da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Tocantins.
As mortes
Tudo começou na noite da última sexta-feira (4), depois que o 2º sargento da Polícia Militar, Anamon Rodrigues de Sousa, de 38 anos, morreu durante uma troca de tiros. Após o crime houve uma sequência de homicídios. Entre os mortos está Valbiano Marinho da Silva, o suspeito de matar o policial.
Horas depois o pai e irmão dele, Manoel Soares da Silva, de 67 anos, e Edson Marinho da Silva de 37 anos, foram mortos a tiros dentro da delegacia da Polícia Civil de Miracema por 15 homens encapuzados e armados. Laudos preliminares sobre as mortes concluíram as vítimas receberam ”incontáveis” tiros de vários calibres.
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Motagem/g1
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Claudemir Ferreira, não há indícios do envolvimento das vítimas na morte do PM. “No primeiro momento não foi identificada nenhuma relação de prática criminosa por essas pessoas em períodos anteriores”, disse.
Outros quatro jovens foram baleados na cidade. Destes, três morreram e um sobreviveu. As vítimas que não resistiram são: Pedro Henrique de Sousa Rodrigues, Aprigio Feitosa da Luz e Gabriel Alves Coelho. Nenhum deles tinha passagem pela polícia.
A sequência de mortes está sendo investigada. Duas semanas após o crime, nenhum suspeito foi preso.
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Fonte: G1 Tocantins