Os rebeldes de Donetsk estão em guerra com a Ucrânia desde 2014. Nesta sexta-feira, eles acusaram o governo da Ucrânia de preparar uma invasão, depois que os confrontos aumentaram. Soldado ucraniano na linha de combate com separatistas da região de Donetsk, em 17 de fevereiro de 2022
Anatolii Stepanov/AFP
O líder da região de Donetsk, que se autoproclama uma república, anunciou nesta sexta-feira (18) que está retirando civis do território e os levando para a Rússia, país vizinho e aliado.
Os rebeldes de Donetsk estão em guerra com a Ucrânia desde 2014. Nesta sexta-feira, eles acusaram o governo da Ucrânia de preparar uma invasão, depois que os confrontos aumentaram.
Rússia e Ucrânia trocam acusações de ataques pelo segundo dia seguido
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Nesta sexta-feira, “uma partida maciça e centralizada da população para a Federação Russa foi organizada, antes de tudo, mulheres, crianças e idosos devem ser evacuados”, declarou Denis Pushilin, um dos líderes dos rebeldes, em um vídeo em sua conta no Telegram.
“O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, muito em breve dará ordem para partir para a ofensiva e lançará um plano para invadir as Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk”, disse ele, referindo-se aos dois territórios separatistas.
Governo diz que não pretende atacar
Nesta sexta-feira, ministro ucraniano da Defesa foi ao Parlamento do país e disse que o governo não tem a intenção de executar ofensivas contra os territórios separatistas do leste do país ou da península anexada da Crimeia. “Reforçamos nossa defesa, mas não temos a intenção de executar nenhuma ofensiva contra estes territórios”, disse o ministro Oleksiy Reznikov no Parlamento.
Os Estados Unidos e o Reino Unido acusam a Rússia de querer incitar a violência nesses territórios controlados por separatistas pró-Rússia para encontrar uma razão para invadir a Ucrânia, para cujas fronteiras foram enviados cerca de 150 mil soldados.
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Fonte: G1 Mundo
