Investigação aponta que Davi Luiz Rodrigues Rosa, de 7 anos, morreu de uma infecção causada supostamente por agressões feitas pela madrasta. Ela e o pai da criança foram presos. Menino Davi Luiz Rosa, de 7 anos, morto após ser agredido em Goianésia, Goiás
Arquivo pessoal
O pequeno Davi Luiz Rodrigues Rosa, de 7 anos, que morreu vítima de uma infecção generalizada provocada por agressões em Goianésia (GO). Ele morava longe da mãe há dois anos por ser “muito apegado ao pai”, segundo a família. O garoto é natural de Silvanópolis, no interior do Tocantins, onde aconteceu o velório e o enterro. As investigações apontam que chutes na barriga provocaram infecção que matou o menino. O pai e a madrasta da vítima foram presos.
“A criança era muito apegada com o pai, pediu para morar com ele e a mãe deixou. Mas ela me disse que já estava pedindo há um bom tempo para trazer ele [Davi Luiz] de volta para cá. Ela dizia que ia buscar o filho, mas ele não deixava”, disse uma familiar que não terá o nome divulgado.
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O pai da criança, André Luiz Santos Rosa, foi preso por não ajudar o filho que teria sido morto após supostas agressões da madrasta. “A gente prendeu o pai por lesão corporal seguida de morte, tendo em vista a omissão em ajudar o filho”, explicou a delegada Ana Carolina Pedrotti, responsável pelo caso.
Madrasta Vanária Rodrigues e o pai do menino, André Luiz Rosa, foram presos suspeitos da morte da criança em Goianésia, Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
A madrasta Vanária Rodrigues da Silva foi detida na quarta-feira (16) após Davi Luiz ser chegar ao Hospital Municipal de Goianésia. A polícia explica que o garoto foi levado pelo casal pois estaria passando mal. No entanto, a unidade informou que ele já chegou morto. Por causa de lesões indicativas de agressão, os profissionais chamaram a Polícia Militar.
A situação começou a ser investigada pela Polícia Civil e a causa da morte apontada em laudo do Instituto Médico Legal (IML) foi uma uma infecção generalizada causada por chutes no abdômen. Exames também identificaram uma lesão no fêmur e vários hematomas pelo corpo.
A polícia acredita que a criança já tenha sido agredida outras vezes. “Suspeitamos que o menino era agredido desde que foi morar com o pai”, informou a delegada.
A autoridade policial explica que um relatório médico constatou que o menino já estava morto há algum tempo quando deu entrada no hospital. A investigação levantou que Davi Luiz apanhou na segunda-feira (14) assim que chegou da escola. Ele teria mentido para a madrasta e ela não teria gostado da situação.
O menino passou mal durante toda a terça-feira sem conseguir sair da cama. “O pai apenas perguntou se o filho queria ir a um hospital. A criança recusou e continuou de cama”, disse a delegada.
Nesta quinta-feira (17) os parentes participam, abalados, da cerimônia de despedida e pedem justiça. O enterro está previsto para acontecer às 15h30 no cemitério São Sebastião.
Hospital Municipal de Goianésia Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
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Fonte: G1 Tocantins
