Em poucas horas, sete pessoas foram assassinadas na cidade. Sequência de crimes aconteceu depois que o sargente Anamon Rodrigues de Sousa foi morto em uma troca de tiros. Pai e filho foram mortos dentro de delegacia
Reprodução/TV Anhanguera
O Ministério Público do Tocantins começou a colher depoimentos de testemunhas da sequência de assassinatos que aconteceu em Miracema após um policial morrer em uma troca de tiros. O trabalho é feito pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com a participação de delegados que atuam no caso.
Entre as vítimas dos assassinatos estão o pai e o irmão do suspeito de matar o policial. Eles foram executados dentro de uma delegacia após o local ser invadido por 15 homens encapuzados. Depois outras três pessoas foram mortas a tiros. A chacina completou uma semana e nenhum suspeito foi preso.
As investigações buscam saber quem são os envolvidos e qual a motivação dos homicídios.
O que se sabe até agora sobre a morte do policial e de mais seis pessoas em Miracema
Testemunhas prestaram depoimentos nesta sexta-feira (11). O Ministério Público afirmou que o Gaeco e o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do órgão “foram acionados pelo procurador-geral de Justiça, Luciano Casaroti, para atuarem em conjunto nas investigações”.
O MPTO informou que outras providências também foram adotadas referentes à garantia da integridade física de testemunha-chave do caso.
O órgão refere-se ao único sobrevivente da onda de homicídios. O jovem de 18 anos chegou a ser baleado nas costas quando estava com outras três vítimas. A Polícia confirmou que eles não tinham histórico criminal.
Chacina deixou sete mortos em Miracema do Tocantins
Motagem/g1
A Ministério Público disse que “participa de todas as diligências realizadas pela Polícia Civil no âmbito do inquérito policial que investiga o caso”.
Entenda o caso
Tudo começou na noite da última sexta-feira (4) depois que o 2º sargento da Polícia Militar, Anamon Rodrigues de Sousa, de 38 anos, morreu durante uma troca de tiros. Após o crime houve uma sequência de mortes. Outras seis pessoas foram assassinadas.
Sargento da PM morreu durante troca de tiros com criminosos, em Miracema do Tocantins
Divulgação
Entre os mortos está Valbiano Marinho da Silva, de 39 anos, suspeito de matar o policial. Ele foi assassinado em casa.
Horas depois o pai e irmão de Valbiano foram mortos a tiros dentro da delegacia da Polícia Civil de Miracema por 15 homens encapuzados e armados. Vídeos mostram parte dos depoimentos de pai e filho momentos antes do ataque acontecer.
Pai e filho foram mortos dentro de delegacia
Reprodução/TV Anhanguera
Outros quatro jovens foram baleados na cidade. Destes, três morreram e um sobreviveu ao ataque. As vítimas que não resistiram são: Pedro Henrique de Sousa Rodrigues, Aprigio Feitosa da Luz e Gabriel Alves Coelho.
Os três foram foram executados com um tiro na cabeça cada um e os corpos foram encontrados por volta de 10h de sábado (5) em Miracema. Nenhum tinha passagem pela polícia.
Jovens mortos em Miracema após assassinato de PM não tinham passagens pela polícia
A Polícia Civil informou que “não tem medido esforços para esclarecer todos os aspectos dos episódios ocorridos na última semana em Miracema”.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins
