John Kirby, porta-voz das Forças Armadas dos EUA afirmou que ‘a cada dia ele (Vladimir Putin, o presidente russo) se dá mais opções, a cada dia fortalece suas capacidades, a cada dia continua desestabilizando o que já é uma situação muito tensa’. Comboio de veículos blindados russos em rodovia na Crimeia, região da Ucrânia que foi invadida e anexada pela Rússia em 2014, em foto de 18 de janeiro de 2022. Rússia concentra mais de 100 mil soldados, com tanques e outras armas pesadas, perto da fronteira com o país vizinho, no que países ocidentais temem que possa ser um prelúdio de uma nova invasão
AP
Os Estados Unidos disseram na quarta-feira (9) que a Rússia continua reforçando seu contingente militar na região da fronteira com a Ucrânia.
Recentemente a França afirmou ter recebido garantias do governo russo de que não haveria “escalada” da crise.
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“Continuamos observando, inclusive nas últimas 24 horas, capacidades adicionais que chegam de outras partes da Rússia até a fronteira com Ucrânia e Belarus”, disse o porta-voz das Forças Armadas dos EUA, John Kirby, durante coletiva de imprensa.
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Ele não citou números precisos, mas deu indicações que há cerca de 100 mil soldados presentes na região no momento.
“Também vemos sinais de que outros grupos táticos estão a caminho”, afirmou o porta-voz do Departamento de Defesa americano.
“A cada dia ele (Vladimir Putin, o presidente russo) se dá mais opções, a cada dia fortalece suas capacidades, a cada dia continua desestabilizando o que já é uma situação muito tensa”, afirmou Kirby.
Soldados americanos enviados para ‘tranquilizar’
O porta-voz lembrou que os EUA não têm intenção de realizar nenhuma operação na Ucrânia, país que não é membro da Otan, por isso os primeiros 3.000 soldados americanos enviados para “tranquilizar” os aliados do flanco oriental da Otan começaram a se deslocar para Polônia e Romênia.
Esse contingente teria capacidade de participar de operações de socorro se os cidadãos americanos que vivem na Ucrânia buscassem refúgio nesses países em caso de uma invasão russa, mas isso não deverá ser necessário, afirmou Kirby.
Os EUA afirmaram há algumas semanas que não preveem retirar os militares americanos da Ucrânia como fizeram em Cabul, no Afeganistão, em agosto do ano passado.
O governo americano acusa os russos de estarem se preparando invadir a Ucrânia, apesar de os funcionários americanos acreditarem que Putin ainda não tomou uma decisão sobre se passará ou não à ofensiva.
Encontro entre Macron e Putin
O chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, se reuniu na segunda-feira em Moscou com Putin, e no dia seguinte, em Kiev, com seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Macron garantiu que o presidente russo prometeu que não haverá uma “escalada” adicional, e Paris afirma que esta visita permitiu “avançar” para apaziguar a situação.
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Fonte: G1 Mundo
