Presidente do COI diz que vai se encontrar com a tenista Peng Shuai em Pequim após denúncia de assédio

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Em novembro, atleta afirmou que foi ‘forçada’ a um relacionamento sexual de longo prazo com um ex-vice-premier chinês. Sua denúncia foi censurada e a tenista de 36 anos passou três semanas desaparecida. A tenista chinesa Peng Shuai comemora após derrotar a americana Venus Williams na primeira rodada do China Open de tênis, em Pequim, em 3 de outubro de 2016. Uma das maiores estrelas do tênis da China, Peng acusou um importante político, o ex-vice-premiê Zhang Gaoli, de forçá-la a fazer sexo, publicou em redes sociais detalhes do relacionamento entre os dois e foi censurada.
Fred Dufour/AFP
O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, disse nesta quinta-feira (3) que vai se encontrar pessoalmente com a tenista Peng Shuai em Pequim após a denúncia de assédio.
Em novembro, a atleta afirmou que foi forçada a um relacionamento sexual de longo prazo com um dirigente do Partido Comunista chinês.
A denúncia de Peng em uma rede social foi censurada. A tenista de 36 anos passou três semanas desaparecida, quando voltou a ser vista, disse que não acusou qualquer pessoa de abuso sexual.
“Nós sabemos, por ela, que está vivendo em Pequim, que pode se locomover livremente, passar um tempo com a família e amigos”, disse Bach em entrevista coletiva. “Agora poderemos ir mais adiante, com um encontro pessoal, para que possamos comprovar seu bem-estar físico e mental”.
Bach disse que se Peng quiser que suas denúncias sejam investigadas, que ele ofereceria todo o apoio. Ele disse também que o COI mantém contatos telefônicos frequentes com a tenista.
“Se ela quiser pedir uma investigação, eu a ofereço apoio. Mas é sua vida”, disse Bach. “Saberemos mais de sua saúde física e mental quando a encontrarmos em pessoa.”
Vídeo mostra tenista chinesa Peng Shuai com o ex-astro do basquete Yao Ming
Ausência no Aberto da Austrália
Peng, ex-número um do mundo nas duplas, não participou do Aberto da Austrália, em Melbourne. Sua ausência voltou a preocupar.
Em novembro, ela disse que foi forçada a um relacionamento sexual com um ex-vice-premier chinês. A denúncia foi censurada e a tenista de 36 anos passou três semanas desaparecida.
Shuai negou ter acusado qualquer pessoa de abuso sexual, em suas primeiras declarações à imprensa.
Mas sua declaração não mudou a preocupação internacional sobre sua situação. A Associação Feminina de Tênis (WTA) expressou dúvidas de que tenista tenha falado “sem censura ou coerção”.
A denúncia formulada por Peng provocou comoção internacional, com manifestações de preocupação da ONU e de estrelas do tênis mundial.

Fonte: G1 Mundo