Tailândia condena empreiteiro multimilionário a 3 anos de prisão por crimes ambientais que incluem a caça de uma pantera negra

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Premchai Karnasuta já constou entre os homens mais ricos de seu país e perdeu todos os recursos após ser encontrado com animais mortos em santuário de vida selvagem. Premchai Karnasuta deixa tribunal em março de 2019
Lillian Suwanrumpha/AFP
A Suprema Corte da Tailândia manteve o veredicto de culpado contra o magnata da construção Premchai Karnasuta, condenado a três anos e dois meses de prisão ao perder o recurso final em um processo por caça de animais protegidos.
Premchai, presidente da maior construtora da Tailândia, a Italian Thai Development Pcl, foi condenado em 2019 por crimes que incluem caça em santuário de vida selvagem, caça ilegal de espécies protegidas e posse de arma de fogo não licenciada.
Ele já apareceu em listas das pessoas mais ricas de seu país (em 2016, a revista ‘Forbes’ estimava que o empresário tinha uma fortuna de US$ 630 milhões junto com a irmã).
Mulher passa a mão em desenho durante protesto antes da condenação final de Premchai Karnasuta, em Bangkok, em 7 de dezembro
Chalinee Thirasupa
A Suprema Corte reafirmou a de duas instâncias inferiores.
Seu caso tem sido de grande interesse público desde 2018, quando Premchai, seu motorista e um caçador foram encontrados em um acampamento na selva no Santuário de Vida Selvagem Thungyai Naresuan perto de carcaças de animais protegidos, incluindo um faisão e uma pantera negra.
“O caso mostra que se você cometer um crime, independentemente de ser rico ou pobre, será processado legalmente”, disse Prayut Bejraguna, porta-voz da procuradoria-geral.

Fonte: G1 Mundo