Após apelo da família, bebê que nasceu com cardiopatia congênita é operado em Araguaína

0
217

Os pais da criança, que já perderam uma filha recém-nascida para a mesma doença, precisaram acionar a Justiça por causa da demora para realização do procedimento. Caso Levi: Após apelo da família, bebê que nasceu com cardiopatia é operado
O pequeno Levi Nascimento Souza, bebê de um mês que nasceu com cardiopatia congênita, passou por cirurgia em Araguaína. O procedimento no coração foi realizado após apelo da família. Os pais da criança, que já perderam uma filha recém-nascida por conta da mesma doença, sofriam com a demora e precisaram acionar a Justiça.
Esta é a segunda cirurgia do bebê, que luta pela vida desde que nasceu. A família mora em Palmas, mas o procedimento de cateterismo foi realizado nesta terça-feira (7) no hospital Dom Orione, em Araguaína.
A mãe de Levi, Dalila Souza, conta que o estado de saúde do filho é estável.
“O Levi fez o cateterismo dele no dia 7, como marcado. No final do procedimento nós retornamos para o hospital municipal onde ele se encontra em recuperação, porém não tem previsão de alta. Ocorreu tudo bem, não teve intercorrências e ele está tendo uma boa recuperação”, contou a mãe da criança.
Os pais de Levi agora aguardam a alta para que o bebê possa, finalmente, conhecer a casa da família.
Bebê aguarda realização de cirurgia em Araguaína
Arquivo pessoal
O problema para operar bebês com problemas cardíacos no Tocantins é antigo e em outubro deste ano a Justiça obrigou o governo do Estado a regularizar a situação. A decisão foi após uma Ação Civil Pública ser ajuizada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO) e Defensoria Pública Estadual (DPE).
Conforme a 27ª Promotoria de Justiça, o governo deve reorganizar o serviço para que recém-nascidos com cardiopatia congênita complexa sejam operados sem precisar sair do Tocantins. O Estado também foi obrigado a fornecer vagas em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) pediátrica e ofertar medicamentos, materiais, insumos necessários, além de organizar as escalas médicas e unidades hospitalares para atender todos os pacientes.
Na época da decisão a SES informou que a ACP era antiga e “não demonstra a atual realidade dos serviços prestados para o atendimento dos pacientes com cardiopatia congênita no estado” e que “desde 2019 já estão em funcionamento os serviços de cirurgias cardíacas pediátricas no Tocantins”.
Mas após a data informada pelo Estado, vários casos de crianças precisando de transferência para a realização de cirurgias cardíacas foram registrados no Tocantins. Além de Levi, houve o caso do pequeno Natan Batista que ficou mais de 300 dias na UTI do Hospital Geral de Palmas, o recém-nascido Kauan Carvalho, que esteve em estado grave no Hospital Dona Regina, e Samuel Sousa Oliveira que precisou ser transferido em UTI aérea para um hospital de SP.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins