EUA removem as Farc da lista de terrorismo

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Retirada da designação de terrorista pode ajudar na liberação de projetos e ajudas para ex-rebeldes. Decisão não altera o resultado de acusações anteriores contra líderes rebeldes. Mulher passa por mural contra as Farc e o ex-presidente colombiano (2002-2010) Álvaro Uribe
Juan Barreto / AFP Photo
O governo dos Estados Unidos retirou, nesta terça-feira (30), o grupo rebelde colombiano Farc da lista de organizações terroristas internacionais.
A decisão, anunciada pelo Departamento de Estado americano em um comunicado, ocorre cinco anos após a assinatura de um acordo de paz com o governo da Colômbia.
No entanto, a retirada das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) da lista “não muda a postura com relação a quaisquer acusações ou possíveis acusações contra ex-líderes das Farc”.
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A nota, assinada pelo secretário de Estado, Antony J. Blinken, reforça que a decisão acompanha o acordo de 2016 e que o grupo – formalmente dissolvido e desarmado – não existe mais como uma organização.
Os americanos, no entanto, continuam a considerar os grupos dissidentes FARC-EP e Segunda Marquetalia como terroristas. Segundo o Departamento de Estado, eles foram responsáveis responsáveis por sequestros e ataques armados a funcionários do governo colombiano a partir de 2019.
A retirada da designação de terrorista pode ajudar na liberação de projetos e de auxílios dos EUA para ações que envolvem ex-rebeldes, além de impulsionar acordos com a Colômbia. 
“A decisão de revogar a designação […] facilitará a capacidade dos Estados Unidos de apoiar melhor a implementação do acordo de 2016, inclusive trabalhando com desmobilizados”, diz o comunicado.
As Farc chegaram a um acordo de paz com o governo colombiano em 2016, encerrando sua parte no conflito armado que durava décadas no país andino, que deixou milhões de desabrigados e mais de 260 mil mortos. 
O acordo foi negociado com o apoio do governo do então presidente norte-americano Barack Obama, no qual Joe Biden era o vice-presidente. 

Fonte: G1 Mundo