Repressão das forças de segurança é ainda mais letal que a de sábado, quando oito pessoas foram mortas e mais de 200 ficaram feridas em uma outra manifestação contra a tomada de poder. Manifestantes carregam faixas e bandeiras durante protesto contra o golpe militar no Sudão e a derrubada do governo civil, nas ruas da capital Cartum, em 30 de outubro de 2021
Mohamed Nureldin/Reuters
Ao menos dez manifestantes que protestavam contra o golpe militar no Sudão foram mortos a tiros por forças de segurança nesta quarta-feira (17), segundo um sindicato de médicos. Dezenas ficaram feridos.
A repressão é ainda mais letal que a de sábado (13), quando oito pessoas foram mortas e mais de 200 ficaram feridas em uma outra manifestação no país, que é o terceiro maior da África em extensão territorial.
A população tem ido às ruas para protestar contra o golpe militar de 25 de outubro, em que o general que comandava a transição de governo prendeu o premiê interino do país e outros políticos e decretou estado de emergência (veja mais abaixo).
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Com slogans como “o povo escolhe os civis” e “não ao poder militar”, milhares de pessoas protestaram nesta quarta nas ruas de Cartum, a capital do Sudão, e das cidades vizinhas de Bahri e Omdurman.
As manifestações ocorrem apesar do bloqueio das redes de telefonia e da internet e desafiam a repressão, que já deixou ao menos 24 mortos segundo a agência de notícias Reuters.
O golpe militar
Fonte: G1 Mundo
