Governador em exercício afirma que HGP não voltará a fechar as portas do pronto-socorro

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Wanderlei Barbosa falou sobre polêmica durante entrevista à TV Anhanguera. Ele também comentou sobre dívidas do governo, benefícios dos servidores e mudanças no 1º escalão. Governador em exercício fala sobre atendimento do HGP
O governador em exercício, Wanderlei Barbosa, afirmou durante entrevista à TV Anhanguera que o Hospital Geral de Palmas (HGP) não voltará a fechar as portas do pronto-socorro. Na tarde desta terça-feira (16), após visitar a unidade e se reunir com o secretário de saúde Afonso Piva, ele afirmou que o governo buscará uma “ação conectada com os municípios” para corrigir o fluxo de pacientes enviados à maior unidade de referência do Tocantins.
“Vamos acionar todos os hospitais. Essa carga não pode ser apenas do HGP, nós precisamos entender, como precisam entender os secretários municipais de saúde que têm unidades mandando pessoas às vezes de baixa complexidade para o HGP. Temos que fazer essa correção e pedir a colaboração dos secretários municipais, das unidades municipais para que não aconteça o que aconteceu neste final de semana”, disse.
Wanderlei Barbosa durante entrevista
Reprodução/TV Anhanguera
A polêmica envolvendo o fechamento do portão do HGP começou depois que ambulâncias com pacientes do interior foram barradas durante o fim de semana. No domingo (14), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) afirmou que a unidade passaria a atender somente casos graves, de alta complexidade e encaminhados pela regulação estadual.
Em entrevista nesta terça-feira (16), o secretário de saúde afirmou que a orientação já existia, mas os municípios não cumpriam a determinação enviando pacientes de média e baixa complexidade.
“Não concordamos com a amaneira que foi feita [a mudança no atendimento]. Não concordamos que pessoas cheguem em hospital e tenha a porta fechada. Já tiramos essa iniciativa de parte dos nossos diretores, não acontecerá mais de fechar portão de hospital. Hospital é lugar de atendimento”, afirmou o governador em exercício.
Ambulância foi barrada na entrada do pronto-socorro
Wesley Murici/TV Anhanguera
Segundo o Wanderlei, o estado fará uma ação em conjunto com os municípios para corrigir o fluxo de pacientes.
“O que nós temos que fazer é uma ação conectada com os municípios, com as unidades de menor porte para a baixa complexidade que não precisa ser mandada para um hospital de referência como o caso do HGP e do hospital de Araguaína. Esse tratamento precisa ser feito lá na localidade, nos hospitais regionais das cidades menores e nas UPAs”.
Apesar disso, segundo ele, se esses pacientes chegarem ao HGP é preciso atender.
“O Hospital não pode negar atendimento, mesmo que não haja uma comunicação prévia com os municípios e uma pessoa de baixa complexidade chegue o hospital tem que fazer uma avaliação. Se tiver que mandar para uma UPA para ser atendido porque o caso dele não é de internação, o hospital fará isso, mas negar o atendimento não pode negar. Segundo informação dos nossos diretores não houve falta de atendimento, todos que passaram por lá foram de alguma forma atendidos e encaminhados para outras unidades”, afirmou.
Atendimento nos corredores
Portões do pronto-socorro estão fechados
Wesley Murici/TV Anhanguera
Durante a entrevista o governador também falou sobre a internação dos pacientes em corredores do HGP. Nos últimos dias tem sido comum encontrar pessoas deitadas no chão e em cadeiras enquanto tomavam soro.
Na terça-feira (16) o secretário de saúde disse que chegou a registrar cerca de 90 pessoas internadas nos corredores durante o fim de semana. Depois, durante entrevista, o governador em exercício afirmou que o número era ainda maior e chegou a 132 pessoas nos corredores.
Wanderlei afirmou que a iniciativa necessária é melhorar as condições dos hospitais de menor porte e retomar as cirurgias eletivas em unidades do interior. Segundo ele, dentro dos próximos 15 dias a situação deverá estar resolvida no HGP.
O governador também falou sobre a falta de medicamentos e insumos. Segundo ele, o orçamento da saúde terminou em agosto, mas fará o remanejamento de recursos para a área e pretende fazer uma auditoria na Secretaria de Estado da Saúde e outras pastas.
“Tanto na Secretaria de Saúde e outras quatro secretarias nós faremos auditoria em contratos que deixam dúvidas neste momento que estamos todos sobre os olhares da polícia. Vou fazer uma portaria o um decreto que deve ser assinado de hoje até amanhã para que a gente possa permitir que os agentes de fiscalização do estado e de segurança pública tenham a autonomia e liberdade de olhar qualquer contrato”, afirmou.
O governador também falou sobre pagamento de benefícios a servidores, dívidas do governo e mudanças no primeiro escalão. (Veja a entrevista completa abaixo)
Wanderlei Barbosa fala sobre teto de gastos e dívidas do governo em 2021
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Fonte: G1 Tocantins