Levantamento do instituto ainda não contabilizou áreas sob alerta de desmate nos últimos dois dias do mês. Na COP26, que acontece em Glasgow, na Escócia, o Brasil ignorou os recordes de devastação e prometeu acabar com o desmatamento ilegal até 2028. Autoridades do Pará fiscalizam área desmatada na Amazônia em Pacajá, a 620 km de Belém, em 22 de setembro de 2021.
Evaristo Sá/AFP
A Amazônia Legal teve uma área de 796 km² sob alerta de desmatamento até 29 de outubro, mostram dados atualizados nesta sexta-feira (5) pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). Mesmo com o dado parcial, a área já é a segunda maior para o mês desde que o monitoramento começou, em 2015.
Os alertas foram feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²) – tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (por exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).
O acumulado considerando os dias 30 e 31 só será atualizado na semana que vem. Os dados do monitoramento são atualizados sempre às sextas-feiras, considerando o desmatamento encontrado até a semana anterior. Por isso, nesta sexta (5), aparecem os dados consolidados até a sexta-feira passada (29).
A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro, e engloba a área de 8 estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Maranhão.
Mais uma vez, o Pará foi o estado com maior área sob alerta de desmatamento: 474km², equivalente a 59,5% do total. Em seguida vieram Mato Grosso, com 102km² (12,8%), Amazonas, com 90km² (11,3%), e Rondônia, com 79km² (9,9%).
O Acre teve 35km² sob alerta; Roraima, 8km²; o Maranhão, 4km²; o Amapá, 2km²; e o Tocantins, 1km².
Brasil na COP
Na COP26, que está sendo realizada em Glasgow, na Escócia, o Brasil ignorou os recordes de devastação e prometeu acabar com o desmatamento ilegal até 2028.
Segundo o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, as etapas para cumprir o objetivo serão as seguintes:
Redução de 15% ao ano até 2024;
Redução de 40% ao ano em 2025 e em 2026;
Redução de 50% em 2027;
Zerar o desmatamento ilegal em 2028.
Neste ano, o desmatamento por mineração na Amazônia bateu recorde: a área devastada até agosto superou todo o ano de 2020.
Fonte: G1 Tocantins
