Só neste ano foram registrados 316 desaparecimentos de pessoas no Tocantins. Ministério Público acompanha coletas de DNA realizadas por parentes das vítimas e pede celeridade nas investigações e resoluções dos casos. Veja relato tocantinenses que tentam localizar algum familiar. “Tenho medo que ela esteja com alguém e sofrendo, passando fome e frio”. – Foi o que disse Suzana Ferreira, mãe da pequena Saphira Ferreira Lima, de 10 anos. Ela é uma das centenas de tocantinenses que sofrem com algum parente desaparecido. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), só neste ano foram registrados 316 desaparecimento de pessoas no Tocantins. Muitas vítimas são encontradas, mas o estado soma casos antigos que continuam sem solução.
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Os casos de todo o estado são acompanhados pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO). A Promotora de Justiça Isabelle Figueiredo, do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos e da Mulher (Caoccid) descreveu as situações como “uma ferida aberta”. Ela explicou que o órgão apoia as investigações, acompanha as coletas de DNA e cruzamento de dados e ainda oferece apoio às famílias das vítimas. Veja todas as informações abaixo
O g1 conversou com parentes de pessoas que desapareceram. Conforme os relatos, a angústia e o desespero de familiares que procuram por vítimas aumentaram ainda mais durante o isolamento social na pandemia.
Mães contam que além da tristeza profunda, a situação fez com que elas desenvolvessem problemas físicos. Algumas mulheres não conseguem mais trabalhar e vivem, a cada segundo, esperando respostas que elas temem nunca chegar.
Mãe de Saphira sofre há mais de quatro meses com o desaparecimento da filha
Reprodução/TV Anhanguera
O caso Saphira intriga a família e forças de segurança há cinco meses. A menina foi vista pela última vez no dia 30 de maio quando brincava na frente da casa onde mora com a família no setor Morada do Sol I, região sul de Palmas.
A última pista é de que a criança teria sido levada por um homem de bicicleta. Chorando e sem respostas, a mãe Suzana Ferreira diz que não consegue parar de pensar na filha e no que pode ter acontecido.
Caso Saphira: O que se sabe sobre o desaparecimento da menina de 10 anos
Não estou bem. Só durmo na base de remédio, estou deprimida. É muito triste. Eu não esqueço dela em nenhum segundo. Lembro na hora de comer, de dormir. Queria muito que Deus me ajudasse. Tem horas que a gente imagina coisas boas e depois coisas ruins
No fim de setembro deste ano uma blusa de Saphira apareceu no quintal da casa da família. A peça de roupa foi recolhida e levada para a realização da perícia. Na época o Corpo de Bombeiros esteve na casa na novamente e fez buscas na região, mas a menina não foi localizada. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso continua sendo investigado e que não há novas pistas.
A mulher, que coleciona lembranças e hoje abraça as duas únicas bonecas de Saphira, conta que o mais difícil é não ter nenhuma resposta do caso.
Saphira Ferreira Lima, de 10 anos, foi vista pelo última vez no dia 30 de maio de 2021
Arquivo Pessoal
Sem notícias e preocupada, ela está desenvolvendo problemas de saúde e diz que não consegue mais trabalhar. “Não sei o que é alegria. Eu não sorrio mais para nada na vida. Só fico deitada à beira de uma depressão”.
Apesar do sofrimento, Suzana tem esperança de reencontrar a filha. No dia 24 de dezembro Saphira vai completar 11 anos e a dona de casa quer comemorar o aniversário ao lado da menina.
“Eu queria muito estar com ela, ia ficar muito feliz. Meu maior sonho é ter minha filha de volta. Toda a família está sofrendo. São cinco meses sem a minha filha”, disse a mãe.
Três anos de angústia
A dona de casa Ana Lúcia da Silva Macedo vive o mesmo drama há mais de três anos. O filho dela, Carlos Eduardo da Silva Macedo, desapareceu em Palmas no dia 3 de outubro de 2018 quando tinha 18 anos. Ela diz que não saber do paradeiro do filho por todo esse tempo é como ter uma cicatriz que não se fecha.
A pior coisa é colocar um filho no mundo, fazer de tudo por ele, e ele sumir assim
Carlos Eduardo da Silva Macedo desapareceu aos 18 anos em outubro de 2018
Arquivo pessoal
Ana conta que na época morava no setor Taquari, no sul da capital. Ela lembra que o filho saiu de casa depois de lavar algumas roupas, e não voltou mais. “Ele botou as roupas no arame, tomou banho, jantou e saiu. Foi a última vez que vi ele. Disseram que ele bebeu muito nessa noite, ficou para lá e algumas pessoas me falaram que depois viram ele andando atordoado pela rua, todo machucado e sujo”, disse a mãe.
Na época em que o filho sumiu, Ana Lúcia fez boletim de ocorrência. Na tentativa de encontrar o jovem, vizinhos e amigos fizeram mutirões. Mesmo com tanto tempo do desaparecimento, a mulher segue sem pistas.
Para a dona de casa só resta esperar, como tem feito nos últimos três anos.
“Eu era o pai e a mãe dele. Dava muito conselho e ele era muito obediente. Ele era muito bom dentro de casa e estava estudando. Os colegas até hoje perguntam por ele. Meu sonho é encontrar meu filho com vida. Ou ter pelo menos uma resposta sobre isso. É triste demais. Um sofrimento que não passa, não tem fim. Não tem um dia sequer que eu não pense no meu primogênito”, disse.
O g1 questionou a SSP sobre as investigações a respeito do sumiço do jovem, mas a pasta não se manifestou.
Desaparecimento após a missa
Uma família de Miranorte, cidade da região central do Tocantins, vive angustiada com o desaparecimento de Vilmar Divino Barbosa Lima. O homem de 60 anos não é visto desde o último dia 3 de junho deste ano.
O irmão da vítima, Sebastião Barbosa de Lima, é diácono em uma igreja católica e lembra do último momento em que esteve com Vilmar.
“Naquele dia ele jantou na minha casa e foi à igreja. Estava tendo um festejo e ele participou da missa. Ele estava lá no fundo, na última cadeira. E fui lá, dei a eucaristia e ele comeu. Quando terminou a celebração ele foi embora e depois disso não tivemos mais contato”, disse o irmão.
Vilmar Divino Barbosa Lima desapareceu em Miranorte
Reprodução
O diácono conta que, como de costume, no dia seguinte esperava o irmão para o café da manhã, mas ele não apareceu. “Eu estava trabalhando e minha esposa disse: ‘o Vilmar não veio hoje’. Nessa hora já soube que alguma coisa estava errada. Fomos na casa dele e estava tudo fechado, sem ninguém. Depois já comecei a perguntar nas casas dos vizinhos se alguém tinha visto e comecei a dizer para todo mundo que meu irmão estava perdido”.
Conforme Sebastião, três pessoas disseram ter visto Vilmar caminhando durante a madrugada do dia 4 de junho às margens da BR-226, na entrada da cidade. Por vários dias o homem procurou o irmão em rodovias de Paraíso do Tocantins, Palmas, Gurupi, Araguaína, Dois Irmãos e do distrito de Luzimangues, mas não encontrou nenhuma pista. Um boletim de ocorrência foi registrado na época do desaparecimento.
Sebastião conta que Vilmar estava com problemas psicológicos e de esquecimento e tinha começado a fazer acompanhamento com neurologista e psicólogo. Ele sumiu antes de fazer exames que apontavam o diagnóstico.
O diácono e os outros três irmãos tentam se acostumar com a dor e esperam que a história tenha um final feliz.
Sonhamos em encontrá-lo. A esperança nunca morre. Nunca chegou notícia triste e esperamos que chegue uma notícia boa. Vamos esperar nem que seja a vida toda. Estamos diante de um desafio, de um mistério. É muito triste imaginar que vai anoitecer e amanhecer e eu não vou saber onde está o meu irmão. Tudo que eu quero é encontrá-lo vivo para cuidar dele ou encontrar morto para dar um enterro digno
Onde está Laura Vitória?
Laura Vitória está desaparecida desde 2016
Reprodução/TV Anhanguera
A menina Laura Vitória Oliveira da Rocha desapareceu há mais de cinco anos. Ela sumiu em janeiro de 2016, quando tinha apenas 9 anos, após sair de casa para ir até um supermercado na região sul de Palmas. As imagens das câmeras de segurança do estabelecimento mostram quando a garota entrou no local. Ela ficou por alguns minutos e depois saiu com uma sacola na mão. Depois, a menina não foi mais vista.
Na época Laura Vitória morava com a avó Gilsandra Oliveira. Apesar do tempo que passou, o mistério continua e a família não para de sofrer. “Não tenho vontade de sair de casa de jeito nenhum. É ruim entrar no quarto e ver as coisas dela. Dá uma dor, uma saudade”, disse a avó.
Desaparecimento de Laura Vitória
O caso já passou por três delegacias e nunca foi solucionado. Um suspeito chegou a ser preso, mas foi liberado por falta de provas. Um ex-namorado de Sione Pereira de Oliveira, mãe biológica de Laura, também chegou a ser ouvido, mas também foi liberado. A mãe da menina foi assassinada em uma distribuidora de bebidas na região sul de Palmas, em 2017.
A Secretaria de Segurança Pública informou que 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP – Palmas) é a unidade policial responsável pelas investigações sobre o caso.
A polícia disse que já foi instaurado “inquérito policial e realizadas diversas diligências desde o dia do registro do desaparecimento, as quais não podem ser explicitadas no sentido de não atrapalhar as investigações em curso”. Disse ainda que “todos os esforços estão sendo envidados para que o caso seja em breve solucionado com o objetivo de pôr fim a angústia dos familiares da criança”.
Estatística
O Ministério da Justiça estima que haja aproximadamente 67 mil pessoas desaparecidas atualmente. O número pode ser ainda maior porque nem todos os casos são registrados.
Conforme os dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) em um painel de monitoramento da incidência criminal no Tocantins, só neste ano foram realizados 316 boletins de ocorrência relacionados a desaparecimento de pessoas foram registrados em todo o estado.
O número leva em consideração todos os registros feitos em delegacias do estado, inclusive os casos em que as vítimas são localizadas em poucas horas. Um exemplo são pessoas que viajaram sem informar os familiares, mas entraram em contato horas depois. A SSP foi questionada pelo g1 sobre a quantidade de pessoas encontradas vivas ou mortas neste ano, mas não quis divulgar os dados.
316 desaparecimentos foram registrados até o dia 30 de outubro de 2021
Dados SSP/Portal Estatísticas Criminais
A quantidade de registros deste ano é superior à soma de todos os casos de 2020, quando foram feitos 248 registros de desaparecimentos.
A situação é preocupante já que os números só crescem. Conforme o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2019 um total de 229 pessoas desapareceram no Tocantins e somente 16 foram encontradas. Em 2018 as taxas são ainda piores: foram 267 desaparecidos e apenas cinco localizações.
Perfil das vítimas
Desaparecimentos no Tocantins são investigados pela polícia
Montagem/g1
Estudos de órgãos de fiscalização e forças de segurança apontam que algumas situações críticas são mais comuns dentro de alguns grupos. A promotora de Justiça Isabelle Figueiredo, do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos e da Mulher (Caoccid), explica que as particularidades devem ser levadas em consideração.
“Com idosos normalmente esses desaparecimentos estão associados a problemas neurológicos, problemas mentais, e isso dificulta bastante. Essas pessoas saem e em razão da velhice não conseguem mais voltar e a família perde o contato”, disse a promotora.
Também há casos de pessoas que são usuárias de entorpecentes. “O vício em álcool, o vício em drogas acaba afastando essas pessoas do seu convívio familiar. Muitas vezes elas não conseguem voltar porque perdem parte da capacidade de raciocínio e de memória”.
Quando as vítimas são crianças também são analisados pontos específicos. “Além dessa incapacidade de autodeterminação, muitas vezes ela se afasta e não consegue voltar, não identifica mais aquele local. Tem as fugas de casa e às vezes não conseguem o retorno”, informou.
“Em via de regra essas crianças são localizadas, mas mesmo assim alguns casos a gente não consegue localizar e a gente fica buscando todas as alternativas possíveis”, explicou a promotora.
Investigações
No Tocantins os desaparecimentos são investigados pela Polícia Civil e os casos são encaminhados para a Delegacia Especializada de Polícia Interestadual, Capturas e Desaparecidos (Polinter). Não é necessário esperar 24 horas para registrar uma ocorrência de desaparecimento.
Em Palmas os familiares das vítimas podem procurar a Polinter por meio do telefone e WhatsApp (63) 3218-1848 ou de forma presencial. No interior do estado as denúncias podem ser feitas em qualquer delegacia.
Para auxiliar as famílias e forças de segurança que investigam e tentam solucionar as situações, o Ministério Público do Tocantins (MPTO) acompanha os casos de perto por meio do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID) e do Sistema Nacional de Localização e Identificação de Pessoas Desaparecidas (Sinalid).
A promotora de Justiça Isabelle Figueiredo explica que o sistema permite que informações de diversos órgãos sejam cruzados.
Promotora Isabelle Figueiredo explica como o MPTO acompanha desaparecimentos no estado
“O sistema reúne informações de diversos órgãos sobre pessoas desaparecidas e encontradas. Catalogamos tudo isso dentro desse sistema de forma que as informações prestadas pela Polícia Civil, pelos hospitais, pela Polícia Militar, pelo IML e toda a rede que faz parte dessa identificação possa contribuir e prestar essas informações dentro do sistema”.
O sistema é nacional e possibilita a localização de pessoas em diferentes estados de forma simultânea. “Todos os ministérios públicos no Brasil adotam esse sistema para facilitar a circulação desses dados. Então uma pessoa que desaparece no Tocantins, se houver dados de que ela foi encontrada em Pernambuco, esses dados são interligados e o sistema faz esse cruzamento”, disse a promotora.
Coleta de DNA
Coleta de material genético de familiares de pessoas desaparecidas pode auxiliar na localização
Divulgação/Ministério Público do Tocantins
O Ministério da Justiça e Segurança Pública iniciou, em junho deste ano, a campanha nacional de coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. A ideia inicial era realizar um mutirão em quatro dias, mas o governo federal decidiu tornar a ação permanente. O objetivo é que mais familiares possam contribuir com a coleta voluntária em um Instituto Médico Legal (IML).
Veja como funciona o rastreio de pessoas desaparecidas através do teste de DNA
A coleta do material genético permite o cruzamento de dados com as de pessoas encontradas. Dois familiares em primeiro grau da pessoa desaparecida podem doar. A ordem de preferência é a seguinte: pai e mãe; filhos; irmãos. O procedimento dura em média cinco minutos, com método indolor. Uma esponja é passada na bochecha da pessoa para pegar a célula da mucosa.
O trabalho é feito de forma conjunta com os estados e os testes são gratuitos. Há postos de coleta espalhados por todo o Brasil. Veja aqui os locais de atendimento no Tocantins
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, “o recurso vem sendo usado com sucesso na localização de pessoas desaparecidas, ou não identificadas, tanto no Brasil como no exterior desde o início da campanha”. Até o fim de outubro deste ano mais de 5,1 mil pessoas já cadastraram material genético no programa, que analisa dados de todos os estados.
Após quatro meses de mutirão, a campanha nacional possibilitou, até agora, a identificação de mais de 40 restos mortais e a confirmação de uma pessoa viva em Pernambuco. O homem que era procurado pela família há 30 anos foi encontrado no centro de Arcoverde. Conhecido como Francisco, ele, na verdade se chama Cícero Marques da Silva, de 58 anos.
No Tocantins as coletas são acompanhadas pelo Ministério Público. A promotora de Justiça Isabelle Figueiredo informou que o trabalho é extremamente importante e qualquer pessoa pode fazer essa coleta em um IML depois do registro em uma delegacia.
A família também pode colaborar entregando itens de uso pessoal do desaparecido, como escova de dente, roupa que ainda não foi usada, pente e até pontas de cigarros.
Para auxiliar nas buscas, famílias podem levar objetos usados por desaparecidos em IMLS
Divulgação/Ministério Público do Tocantins
Suporte para a família
Após um desaparecimento ser registrado em uma delegacia, as famílias podem procurar ajuda em órgãos público como o Conselho Tutelar, o Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca) – Glória de Ivone, quando o desaparecido é menor de idade, ou o MPTO.
“O Ministério Público acompanha essas famílias, embora a maioria acaba não procurando essa rede de apoio. Isso é compreensível de uma certa forma porque o sofrimento dessas famílias é muito próprio, é muito delas. Elas não se sentem em condição, de início, de abrir esse espaço. Elas estão com uma dor muito grande. A dor do desaparecimento é uma dor tão, ou maior, que a dor da morte. É uma ferida aberta. Você não sabe nunca se aquilo vai cicatrizar. É uma dor latente”, disse a promotora de Justiça Isabelle.
Ela explica que quem necessitar de acolhimento pode entrar em contato com a ouvidoria do MPTO pelo número 127. Além de suporte, através do órgão a família pode ser orientada sobre quais passos seguir para auxiliar na localização do parente desaparecido, como a coleta de DNA.
O Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos e da Mulher (Caoccid) também pode dar maiores esclarecimentos e orientar na busca de atendimento psicológico e assistência social. Veja aqui os telefones para contato com o MPTO em Palmas e no interior do estado.
Mônica Brito, representante do Cedeca, diz que buscas precisam ser melhor estruturadas
O Cedeca acolhe famílias tocantinenses que têm menores desaparecidos. Para Mônica Brito, secretária executiva do órgão, o desaparecimento dessas vítimas “é uma das mais graves violações aos direitos humanos”.
Mônica informou que por não terem respostas e se sentirem desamparadas, muitas vezes as famílias fazem as buscas por conta própria. Ela citou casos antigos, registrados em Palmas, que ainda não foram solucionados. “Hoje no estado do Tocantins a realidade é muito nefasta com relação aos desaparecimentos de crianças e adolescentes. São dados absurdos. O Cedeca acompanha, desde 2016, o caso da Laura Vitória, sem nenhum tipo de resolução, sem conclusão da investigação policial. E agora estamos acompanhando o caso da Shapira”.
Famílias que precisam de atendimento psicológico também podem buscar ajuda em unidades de saúde. Os postinhos municipais devem fazer uma triagem e, de acordo com a necessidade, encaminham os pacientes para atendimento com psicólogo ou psiquiatra.
Em Palmas a Secretaria Municipal da Saúde (Semus) informou que em caso de necessidade de atendimento relacionado à saúde mental o morador deve ir a uma Unidade de Saúde da Família (USF) de referência para depois ser encaminhado ao especialista adequado.
Em casos mais graves, na rede municipal o paciente também pode procurar o Centro de Atendimento Psicossocial II (Caps II) e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
O que diz a Secretaria de Segurança Pública
A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins foi procurada várias vezes para comentar o baixo índice de pessoas localizadas, mas não quis se posicionar. Também foi questionada sobre os casos citados na reportagem, mas se limitou a dizer que “todos estão sendo investigados e que mais informações sobre os mesmos serão divulgadas em tempo oportuno”.
O g1 tentou ouvir um representante da Delegacia Especializada de Polícia Interestadual, Capturas e Desaparecidos ou da Polícia Científica, mas a SSP não quis dar entrevista, apesar de inúmeras tentativas.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins
