Esforços de mediação buscam ‘caminho a seguir’ no Sudão após protestos contra golpe militar

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Representante da ONU busca soluções para o país depois do golpe de Estado imposto por militares desde a última segunda-feira. O ex-primeiro-ministro Abdalla Hamdok foi deposto e está em prisão domiciliar. Depois de golpe militar no Sudão, manifestantes são baleados nas ruas
Um representante da Organização das Nações Unidas (ONU) discutiu opções de mediação e possíveis próximos passos para o Sudão com o primeiro-ministro deposto do país neste domingo (31), um dia depois de centenas de milhares de manifestantes saírem às ruas para exigir o fim do regime militar.
A manifestação já é o maior desafio para o general Abdel Fattah al-Burhan desde que ele derrubou o gabinete do primeiro-ministro Abdalla Hamdok na segunda-feira passada e prendeu políticos importantes. As ruas estavam calmas neste domingo.
“Discutimos opções para mediação e o caminho a seguir para o Sudão. Vou continuar esses esforços com outras partes interessadas no país”, disse Volker Perthes, o Representante Especial da ONU para o Sudão, em publicação no Twitter.
Perthes disse que Hamdok está “em sua residência, onde permanece bem, mas em prisão domiciliar”.
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Os esforços de mediação da comunidade internacional e dentro do Sudão foram anunciados antes dos protestos de sábado, sem resultados relatados.
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O principal compromisso em discussão, dizem os políticos que o apresentaram, é uma proposta para que Hamdok receba plenos poderes executivos e nomeie um gabinete de tecnocratas.
A proposta, que as fontes dizem ter sido apresentada a todos os lados envolvidos, acabaria com o Conselho Soberano, formado por 14 membros, em favor de um conselho honorário de três pessoas.
Partidos políticos, grupos rebeldes e as Forças Armadas, parceiros no governo pré-golpe, seriam representados no Parlamento e os militares continuariam comandando o Conselho de Segurança e Defesa, disseram eles.

Fonte: G1 Mundo