Vice-primeira-ministra quer que os dias entre 30 de outubro a 7 de novembro sejam considerados não-úteis para combater o aumento de infecções. Profissionais de saúde transportam paciente para fora de hospital para infectados com Covid-19 em Moscou, na Rússia, em 13 de outubro de 2021
Tatyana Makeyeva/Reuters
Em meio a recordes diários de mortes por Covid-19, o governo da Rússia planeja fechar os locais de trabalho por uma semana para tentar frear a escalada do novo coronavírus.
Foram confirmadas 1.015 mortes nesta terça-feira (19), um novo recorde diário, o que elevou o total de vítimas da pandemia para mais de 225 mil — de longe o maior da Europa.
O país está com a vacinação estagnada, com apenas 31% da população totalmente imunizada, e mesmo com a alta de infectados e óbitos o governo russo evita adotar medidas de restrição.
Agora, a vice-primeira-ministra Tatiana Golikova quer que os dias entre 30 de outubro a 7 de novembro sejam considerados não-úteis, para combater o aumento de infecções.
A vice-primeira-ministra da Rússia, Tatiana Golikova, em imagem de arquivo
Divulgação/Kremlin
O governo russo já adotou medidas semelhantes em outras ocasiões, mas tem descartado um novo bloqueio nacional porque o que foi feito no início da pandemia afetou fortemente a economia e também a popularidade do presidente Vladimir Putin.
O Klemlin também repetiu o apelo à população para que se imunize. “Uma posição mais responsável é necessária de todos os cidadãos”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. “Agora cada um de nós deve mostrar responsabilidade e ser vacinado”.
Falta de leitos em hospitais
Em meio à alta de mortes, o Ministério da Saúde da Rússia pediu na semana passada a médicos aposentados vacinados que voltassem aos hospitais para ajudar a combater a nova onda do vírus.
Médico usando roupa de proteção especial se prepara para cuidar de paciente com Covid-19 em hospital em Moscou, na Rússia, em 13 de julho de 2021
AP Photo/Denis Kaminev
Andrei Klychkov, governador da região de Orlovsky (a 325 km ao sul de Moscou), disse à agência de notícias RIA que a região está sem leitos em hospitais.
Com a escalada de mortes, foram suspensos até testes de foguete para preservar oxigênio para pacientes com Covid-19.
Suptnik V
A Rússia se gabou de ter sido o primeiro país do mundo a autorizar uma vacina contra a Covid-19, em agosto de 2020, embora ela tivesse sido testada apenas em algumas dezenas de pessoas na época.
O imunizante recebeu orgulhosamente o nome de Sputnik V, em referência ao primeiro satélite do mundo, para enfatizar as realizações científicas do país.
Que vacina é essa? Sputnik V
Vacinação estagnada
Mas o governo não tem conseguido convencer a população a tomar o imunizante (e outras três vacinas que foram desenvolvidas mais tarde no país).
Autoridades abriram centros de vacinação em shopping centers e outros locais e tentaram estimular os russos com loterias, bônus e até sorvetes, mas todos esses esforços falharam.
E, mesmo com a vacinação estagnada, Putin continua a defender a importância de uma ampla vacinação, mas enfatiza sempre que ela deve permanecer voluntária.
Em Moscou qualquer um pode tomar vacina contra Covid-19 – e ganha um sorvete
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Fonte: G1 Mundo
