Comitê de agência americana recomenda dose de reforço da vacina contra a Covid-19 da Moderna

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Imunizante não é usado no Brasil. Nos EUA, a recomendação é que a dose extra seja aplicada seis meses após a imunização completa. Que vacina é essa? Moderna
Um comitê consultivo independente da agência reguladora norte-americana (FDA, sigla em inglês) recomendou nesta quinta-feira (14) a aplicação de uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Moderna para a maioria dos cidadãos dos Estados Unidos.
O imunizante, que não é usado no Brasil, poderá ser reaplicado em uma “dose extra” para aqueles que já tiveram sua proteção completa há pelo menos seis meses – neste momento, segundo o painel de especialistas, apenas para pessoas com 65 anos ou mais, ou jovens com comorbidades.
Os grupos indicados são os mesmos que a FDA autorizou receber uma dose de reforço da vacina Pfizer/BioNTech no mês passado. A recomendação do comitê não é definitiva, mas a agência reguladora normalmente a segue à risca.
Se a FDA aprovar o reforço da Moderna, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) fará recomendações específicas sobre quem deveria recebê-la.
Exemplo de Israel
Mais cedo, as autoridades de saúde de Israel enviaram resultados da aplicação do reforço no país ao grupo de cientistas norte-americanos.
“O que estamos vendo é uma ruptura na curva epidêmica em Israel”, disse a doutora Sharon Alroy-Preis, diretora dos serviços de saúde pública do Ministério da Saúde israelense.
Ela disse que o programa de vacinação de reforço, que agora inclui 50% da população de todas as faixas etárias, está começando a diminuir as infecções mesmo entre os moradores não vacinados do país.
Israel, que monitora atentamente as vacinas em sua população, disse que administrar uma dose de reforço levou a uma proteção maior contra infecções confirmadas entre pessoas de 16 anos e acima.

Fonte: G1 Mundo