Itália amplia obrigação do passe de Covid para aviões, trens e ônibus

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Policial verifica o telefone de uma passageira na estação de trem Porta Garibaldi, em Milão, em 1º de setembro de 2021 na Itália
Luca Bruno/AP
A Itália ampliou nesta quarta-feira (1º) a obrigação do uso do documento de saúde conhecido como “passe verde”, tornando-o obrigatório para quem viaja em trens de alta velocidade, aviões, balsas e ônibus interregionais.
O “passe verde” é um certificado digital ou de papel que mostra se a pessoa recebeu ao menos uma dose de vacina contra a Covid-19, teve um exame negativo para o vírus ou se recuperou da doenla recentemente.
O primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, adotou o passe no início do verão, em meados de junho, para tentar incentivar as pessoas a se vacinarem.
Ele inicialmente era necessário para entrar em pontos culturais e de lazer, mas sua obrigatoriedade está crescendo gradualmente.
O esquema provoca protestos de alguns italianos, que afirmam que ele viola liberdades, e oponentes prometem bloquear o trânsito de rodovias em manifestações marcadas ainda para esta quarta-feira.
Mas como 70,1% de todos os italianos de mais de 12 anos estão totalmente vacinados, a grande maioria das pessoas parece apoiar a campanha de inoculação e o uso do Passe Verde.
“Eles estão certos de pedir o Passe Verde. Se você não quer receber a vacina, então fique em casa e não viaje”, disse Alessia Colombi, uma moradora de Roma, na principal estação de trem da cidade.
Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, denunciou o que chamou de “clima de ódio” contra a campanha de vacinação contra Covid-19 depois que ele e vários outros políticos e especialistas médicos receberam ameaças nas redes sociais.
O governo já disse que professores precisarão do Passe Verde quando as escolas reabrirem neste mês depois das férias de verão. Na semana passada, autoridades disseram que estão cogitando ampliar o esquema para todos que trabalham em escritórios públicos ou supermercados.
Cerca de 129.221 pessoas já morreram de coronavírus na Itália desde a chegada da pandemia no ano passado, número de fatalidades só inferior ao do Reino Unido na Europa. Os casos novos se mantiveram relativamente estáveis em agosto, mas médicos temem que a variante Delta mais contagiosa possa causar um novo pico de infecções nas próximas semanas.
(Por Gabriele Pileri e Crispian Balmer)

Fonte: G1 Mundo